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Quinze organizações internacionais comprometeram-se a reduzir a zero emissões de gases poluentes

Quinze organizações internacionais comprometeram-se a reduzir a zero as suas emissões líquidas de gases poluentes, que atualmente representam mais de dois milhões de toneladas de CO2 por ano.

Estas entidades unem-se à estratégia adotada em 2007 pela ONU e todas as suas agências, que pretendem reduzir a zero as suas emissões líquidas até 2020

FEHIM DEMIR/EPA

Quinze organizações internacionais, da OCDE ao Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), comprometeram-se esta quarta-feira a reduzir a zero as suas emissões líquidas de gases poluentes, que atualmente representam mais de dois milhões de toneladas de CO2 por ano.

As instituições assumiram o compromisso no âmbito da conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre alterações climáticas (COP24), em Katowice, na Polónia, onde representantes de 197 países tentam, desde 3 de dezembro, chegar a acordo sobre pormenores do Acordo de Paris para combater o aquecimento global.

“As organizações vão medir as suas emissões de gases de efeito de estufa, reduzi-las ao máximo e compensar as que são indispensáveis com créditos de carbono” e o objetivo, além de reduzir o impacto ambiental da sua atividade, é “dar um importante exemplo que possa inspirar todos os setores da sociedade”, referem as organizações num comunicado citado pela agência de notícias Efe.

Além da OCDE e da WTTC, a iniciativa inclui o Banco Europeu de Investimento, o Banco de Desenvolvimento da África Oriental, o Banco de Desenvolvimento da África Ocidental, o Banco Asiático de Desenvolvimento, o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Também se comprometeram a Organização Latino-americana da Energia, o Secretariado de Mercados Comuns da África Oriental e Austral, o Comité Paralímpico Internacional, o Secretariado da Comunidade Sul-africana para o Desenvolvimento e a Comunidade Pacífica-Governos Locais para a Sustentabilidade.

Com este compromisso, estas entidades unem-se à estratégia adotada em 2007 pela ONU e todas as suas agências, que pretendem reduzir a zero as suas emissões líquidas até 2020.

Entretanto, também em Katowice, uma coligação de países industrializados e em vias de desenvolvimento exigiu hoje na conferência COP24 aumente a ambição do texto final que está a ser negociado, ao considerar o atual insuficiente.

A denominada Coligação de Elevada Ambição reivindicou, numa conferência de imprensa conjunta dos seus ministros, o papel da ciência no debate sobre o aquecimento global, assumindo uma posição numa das maiores controvérsias deste encontro multilateral.

O ministro do Meio Ambiente das Ilhas Marshall (na Oceânia), David Paul, exigiu uma “decisão clara” como resultado desta COP24, que estabeleça os “novos passos” que os países têm de dar na luta contra as alterações climáticas.

Esta cimeira, referiu, deve dar origem a um “livro de regras sólido”, que permita a implementação do Acordo de Paris, que estabeleceu que os países limitariam a subida das temperaturas abaixo de dois graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.

O comissário europeu da Ação Climática e Energia, Miguel Arias-Cañete, assegurou que a União Europeia continuará a pressionar para que haja mais ambição no texto que está a ser negociado em Katowice.

A Coligação de Elevada Ambição é formada por: Argentina, Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Etiópia, União Europeia Fiji, Finlândia, França, Alemanha, Granada, Itália, Jamaica, Luxemburgo, Macedónia, Ilhas Marshall, México, Mónaco, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Santa Lúcia, Espanha, Suécia e Reino Unido.

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