O vice-presidente do Vox, partido espanhol de extrema-direita que conseguiu entrar pela primeira vez num parlamento regional após ficar em quinto nas eleições andaluzas, foi condenado em 2015 por “irregularidades contabilísticas relevantes”, a propósito da sua passagem numa empresa de mármores.

Trata-se de Victor González, o número três de Santiago Abascal, líder do Vox. De acordo com o El País, o vice-presidente do Vox ficou impedido de administrar bens alheios ou de “representar ou administrar qualquer pessoa” durante três anos.

Ainda assim, de acordo com aquele jornal, uma das funções de Victor González no Vox é precisamente a de vice-secretário de recursos — um cargo ainda mais importante agora que, após a sua entrada no parlamento andaluz, terá direito a financiamento estatal.

A condenação daquele alto responsável do Vox remete para 2015, mas a história começa antes, em 2007, ano em que este comprou a empresa Marmolería Leonesa. De acordo com o El País, que cita uma sentença de um tribunal da província de León de 2015 e que já em 2018 viria a ser confirmada pelo Tribunal Supremo, a contabilidade da Marmolería Leonesa não refletiu entre 2009 e 2012 um empréstimo feito àquela empresa de 1,4 milhões de euros. O empréstimo partiu de outra empresa controlada pelo número três do Vox, a Petrabor Produción S. L..

Desta forma, o tribunal de León entendeu que “foram cometidas irregularidades contabilísticas revelantes para a compreensão da situação real, financeira e patrimonial da empresa”, acrescentando que a Marmoeería Leonesa “tinha uma contabilidade desadequada das normas legais”.

Segundo o El País, perante uma crise do setor da construção, Victor González, que quando comprou a empresa passou a ser o seu único administrador, despediu os seus 60 empregados em 2010. Em 2013, o último ano em que a empresa apresentou contas, as vendas chegaram aos 455 822 euros, mas as  dívidas era bem maiores: mais de 3,8 milhões de euros.

Vox. Até onde irá o partido dos netos de Franco e dos filhos rebeldes do PP?