Futebol

Ronaldo volta aos golos e decide primeiro dérbi de Turim com marca história pela Juventus

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Não foi o melhor dérbi de Turim (longe disso), não foi a melhor exibição da Juventus mas valeu o resultado: campeões italianos vencem Torino e reforçam liderança com golo de penálti de Ronaldo.

Ronaldo marcou assim a grande penalidade que decidiu o dérbi a favor da Juventus frente ao Torino

AFP/Getty Images

Esta não foi propriamente a semana mais feliz para a Juventus, que sofreu a segunda derrota da temporada na deslocação à Suíça para defrontar o Young Boys (ainda que tenha assegurado na mesma o primeiro lugar do seu grupo na Liga dos Campeões) e perdeu ainda João Cancelo para os próximos jogos, devido a uma lesão no menisco do joelho direito contraída num treino que levou o lateral à sala de operações para uma intervenção cirúrgica “bem sucedida”. No entanto, seguia-se o Dérbi della Mole frente ao Torino, um encontro que gera sempre especial atenção apesar da enorme diferença de realidades entre os dois conjuntos. Ciente disso mesmo, Massimiliano Allegri voltou a apostar em Cristiano Ronaldo. Mas em breve isso não irá acontecer.

O técnico italiano conhece bem a vontade do português de jogar todos os minutos de todos os jogos mas também entende que CR7 já não é propriamente um miúdo, necessitando de alguma gestão física nos picos de maior densidade competitiva. E admitiu mesmo o período em que será feita essa gestão. “Falei com ele e disse-lhe que ficará de fora num dos próximos jogos, entre Roma, Atalanta ou Sampdória”, assumiu, perspetivando também a Supertaça com o AC Milan, daqui a um mês. “Num dos” mas não “neste” – dérbi é dérbi e o treinador da Vecchia Signora foi com toda a artilharia ao Olímpico Grande Torino. E com um objetivo bem definido que lhe chegou um dia destes através dos próprios serviços do clube não ligados ao futebol.

“Um dos miúdos funcionários na nossa loja disse-me: ‘Por favor, ganha o jogo senão a minha avó vai ficar mesmo mal’. Percebi que os fãs da Juventus recusam perder com o Inter e com o Torino. E eu também não gosto de perder, os dérbis existem para se ganhar”, confidenciou o avançado português que acabou por ficar em branco no triunfo frente aos nerazzurri.

Ainda assim, e para quem esperava um jogo intenso, aguerrido e com muita emoção, digamos que a receita ficou a meio caminho durante a primeira parte: entre o quase vazio de oportunidades, a não ser um remate em zona frontal de Cristiano Ronaldo (15′) que Sirigu, que já apresentava queixas físicas, desviou para canto antes de ser substituído por Ichazo pouco depois. De resto, alguns lances de relativo perigo no seguimento de lances estratégicos em cantos e livres, pouco mais do que isso.

No segundo tempo as coisas não melhoraram muito mas o feitiço acabou por virar-se contra o feiticeiro para o Torino: se é verdade que os visitados apostavam sobretudo no erro adversário para criarem perigo junto à baliza de Mattía Perin, acabou por ser um erro dividido entre o avançado Simone Zaza e a defesa a colocar Mandzukic na área a chegar primeiro à bola do que Ichazo, que pouco trabalho tinha sido obrigado a fazer até esse momento. Na conversão da grande penalidade, Ronaldo bateu forte, o uruguaio ainda adivinhou o lado e tocou na bola, mas o marcador foi mesmo inaugurado aos 70′ e o português viu ainda cartão amarelo, por ter dado um toque com o peito no guardião contrário quando ia festejar com os companheiros (mais tarde iria ter com o adversário para fazer as “pazes” depois do pequeno desaguisado criado no 1-0).

Não foi propriamente a melhor exibição nem da Juventus nem de Ronaldo mas a Vecchia Signora ganhou pela margem mínima, reforçou a liderança e o arranque histórico na Serie A (15 vitórias e apenas um empate caseiro em 16 jogos) e escreveu mais um capítulo histórico com o golo 5.000 no Campeonato, naquele que foi o 670.º tiro certeiro do avançado.

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