O ex-colaborador do Eliseu Alexandre Benalla foi indiciado num novo caso de agressão durante o desfile do 1º de Maio, em Paris, horas antes do episódio que levou à sua demissão em julho, noticiou a France Presse.

Segundo a agência de notícias francesa, que cita fonte próxima do processo, Alexandre Benalla, à altura chefe de segurança do Presidente francês, Emmanuel Macron, foi indiciado a 29 de novembro por agressão a um manifestante no Jardin de Plantes, algumas horas antes do episódio na Praça da Contrescarpe, que levou à sua demissão e detenção e à abertura de um inquérito. Os três juízes de instrução consideraram que, no mesmo dia, Benalla ultrapassou as suas funções ao participar “ativamente na detenção” violenta de um homem na zona do Jardin des Plantes, segundo a mesma fonte.

Acusado desde 22 de julho, no âmbito da sua atuação controversa ao lado da polícia na detenção de manifestantes na Praça da Contrescarpe, Alexandre Benalla foi ouvido novamente no âmbito de um inquérito que visa esclarecer os acontecimentos que terão ocorrido anteriormente.

No dia 1º de Maio, o jovem, de 27 anos, incorporou-se como “observador” às forças policiais que monitorizavam a manifestação do Dia do Trabalhador ao lado de um funcionário do partido République en Marche, do Presidente Macron. Vários vídeos publicados pelos media franceses mostram os dois homens juntos nas laterais da manifestação. Num deles, vê-se Alexandre Benalla a agarrar firmemente um homem, em visível sofrimento, e a escoltá-lo após a sua detenção pela polícia.

Tal como do primeiro processo, Alexandre Benalla negou a existência de violência na detenção, afirmando ter agido por “reflexo de cidadania”. “Dei o meu contributo à força pública para deter um delinquente violento que tinha acabado de cometer um ato grave contra os polícias”, a quem atirou pedras, disse na audição.

Elemento chave no dispositivo de segurança de Emmanuel Macron, Alexandre Benalla, foi despedido depois da revelação do primeiro caso, que foi divulgado pelo jornal francês Le Monde. Este processo e a forma como o chefe de Estado lidou com o caso, tendo inicialmente apenas aplicado ao colaborador alguns dias de suspensão, esteve na origem de uma moção de censura, que foi rejeitada na Assembleia Nacional, a Emmanuel Macron.