Rádio Observador

CDS-PP

Governo acusa CDS de manipular e mentir para criar medo do estado das infraestruturas

1.474

O Governo acusou o CDS-PP de manipular e mentir para tentar criar na população "um sentimento de medo e insegurança" sobre o estado de conservação das estradas, pontes e ferrovias do país.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques

STEPHANIE LECOCQ/EPA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

O Governo acusou este sábado o CDS-PP de manipular e mentir para tentar criar na população “um sentimento de medo e insegurança” sobre o estado de conservação das estradas, pontes e ferrovias do país. O executivo reagiu assim ao lançamento da iniciativa centrista “País preso por arames”, no âmbito da qual o CDS vai denunciar até ao final do ano, “de norte a sul do país”, a situação de “estradas, ferrovias e pontes” sinalizadas como pontos críticos e demonstrativas das “escolhas de um Governo de carga fiscal máxima e de investimento público mínimo”, como hoje afirmou a presidente do partido, Assunção Cristas.

“O CDS, na ausência de uma agenda de propostas para o país, prossegue este fim-de-semana a sua tentativa de criação de um sentimento de medo e insegurança da população relativamente às infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, não tendo qualquer problema em recorrer à manipulação e mesmo à mentira”, sustentou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas em comunicado, Pedro Marques, em comunicado divulgado pelo seu gabinete.

Esclarecendo que “as infraestruturas geridas pelo Estado, através da empresa Infraestruturas de Portugal (IP), são objeto de uma permanente vigilância e inspeção” e que “o Governo e a IP, seja através de respostas ao parlamento, seja em divulgações públicas aos ‘media’, mantêm o país informado do estado das infraestruturas sob sua gestão”, o executivo observou que “mal se entende que o CDS insista numa campanha baseada na omissão e na fabricação de factos”.

“Por exemplo, sobre o IP6, entre Óbidos e Peniche, visitado pela presidente do CDS, tem sido noticiado que foi desenvolvido um concurso público para a sua reparação. Tendo em conta a amplitude da obra, orçada em 3,5 milhões de euros, foi decidido lançar um concurso único para conceção e execução, o que permitirá uma maior rapidez ao desenvolvimento do projeto, devendo o contrato ser assinado nos próximos dias. Toda esta informação é do domínio público, pelo que o CDS não pode ir para o terreno afirmar que nada está a ser feito”, lê-se no comunicado.

Cristas escolheu hoje o Itinerário Principal (IP) 6, que liga Óbidos a Peniche, para o arranque da iniciativa “País preso por arames”, denunciando a ausência de obras num troço “com fissuras, onde o piso abateu” e que está “inviabilizado há um ano”, à espera de reparação.

De entre as várias dezenas de situações que o CDS vai denunciar até ao final do ano, a dirigente centrista apontou também a Ponte 25 de Abril, em Lisboa, como “uma das preocupações, com problemas identificados desde 2015” e em relação aos quais o Governo “não fez absolutamente nada”.

Uma acusação também rejeitada pelo Governo, que explica que os sistemas de vigilância da Ponte 25 de Abril “são dos mais sofisticados existentes em Portugal” e que as obras de manutenção vão começar “em breve, dentro do calendário previsto por especialistas internacionais e pela própria IP”.

O mesmo acontece, segundo o gabinete do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, “com todos os outros casos mencionados pelo CDS: são situações permanentemente monitorizadas pela IP e objeto de intervenções de acordo com a respetiva necessidade, complexidade e urgência”.

“O CDS optou por ignorar os factos — atribui mesmo à IP a responsabilidade por estradas que não estão sob sua gestão –, numa tentativa de fazer esquecer a irresponsabilidade da sua anterior ação governativa nesta área, de que o IP3 será o melhor exemplo”, lê-se ainda na nota de imprensa.

“Pela nossa parte, continuaremos a fazer o trabalho que nos compete: em 2018, duplicámos o investimento da Infraestruturas de Portugal e vamos manter o ritmo em 2019. Na ferrovia, com o maior investimento das últimas décadas na renovação de linhas, mas também na rodovia, com investimento público rigoroso e criterioso na mobilidade e na segurança”, conclui a mesma fonte do executivo.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
CDS-PP

Vai lamber sabão

Luís Gagliardini Graça
525

Exaltamos os espíritos mais irrequietos a agregarem, a renovarem votos de amor à pátria, ao próximo e ao bem-comum, porque só assim nos reergueremos das cinzas das sondagens e do desnorte.

Socialismo

Má-fé socialista /premium

José Miguel Pinto dos Santos

Não é a situação social em Portugal muito melhor que na Venezuela — e que nos outros países socialistas? Sim, mas quem está mais avançado na implantação do socialismo, Portugal ou Venezuela?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)