Infraestruturas

Governo rejeita “situação de alarme social” criada pelo CDS sobre infraestruturas

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O Governo rejeitou a "situação de alarme social" criada pelo CDS com a denúncia de falta de obras nas estradas e ferrovia, garantindo que a manutenção e "intervenções de emergência" estão asseguradas.

Manuel Almeida/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Governo rejeitou este domingo a “situação de alarme social” criada pelo CDS com a denúncia de falta de obras em troços rodoviários e ferroviários, garantindo que estão a ser feitas “obras de manutenção” e “intervenções de emergência”.

“O Governo está preocupado com esta tentativa insistente de criação de uma situação de alarme social com o estado das nossas infraestruturas rodoviárias e ferroviárias e nada, repito, nada, justifica a criação deste clima de medo junto dos portugueses”, afirmou o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d’Oliveira Martins, em declarações à agência Lusa.

Em causa está o lançamento, no sábado, da iniciativa centrista “País preso por arames”, no âmbito da qual o CDS vai denunciar até ao final do ano, “de norte a sul do país”, a situação de “estradas, ferrovias e pontes” sinalizadas como pontos críticos e demonstrativas das “escolhas de um Governo de carga fiscal máxima e de investimento público mínimo”, segundo a presidente do partido, Assunção Cristas.

Guilherme W. d’Oliveira Martins vincou, por seu lado, que “o Governo e IP [Infraestruturas de Portugal] têm rede nacionais de estrada e caminhos de ferro em permanente monitorização e há um pouco por todo o país obras de manutenção corrente e intervenções de emergência quando tal é necessário”.

De acordo com o governante, a IP assinou, recentemente, nove contratos de conservação rodoviária no país num total de 107 milhões de euros.

“Interessa também assinalar que o investimento da IP duplicou em 2018 e vai manter esse ritmo de crescimento em 2019”, realçou Guilherme W. d’Oliveira Martins.

Como obras “de emergência” em curso o responsável assinalou a intervenção na nacional 125, no Algarve, no IC1, entre Alcácer do Sal e Grândola, a construção da ponte do Albardão, a estrada nacional 14, em Famalicão.

“Nas próximas semanas, vamos assinar contratos para obras de maior importância como a Ponte 25 de Abril” e “intervenções no IP3, entre Coimbra e Viseu”, apontou, falando também em “obras de grande complexidade”.

Assunção Cristas escolheu no sábado o Itinerário Principal (IP) 6, que liga Óbidos a Peniche, para o arranque da iniciativa “País preso por arames”, denunciando a ausência de obras num troço “com fissuras, onde o piso abateu” e que está “inviabilizado há um ano”, à espera de reparação.

Falando sobre o IP6, Guilherme W. d’Oliveira Martins referiu que é uma intervenção identificada desde 2006, para a qual foi lançado um concurso em março deste ano, estimando-se que a obra de 3,5 milhões de euros arranque “no início de 2019”.

De entre as várias dezenas de situações que o CDS vai denunciar até ao final do ano, a dirigente centrista apontou também a Ponte 25 de Abril, em Lisboa, como “uma das preocupações” e em relação às quais o Governo “não fez absolutamente nada”.

Em reação, o secretário de Estado sublinhou que “a IP realiza as obras com toda a celeridade e dentro dos calendários recomendados pelos técnicos e estas ações de fiscalização garantem os níveis de serviço, que as condições das vias são boas e garantem, como prioridade máxima, a segurança rodoviária”.

O governante criticou ainda que se tenha optado “por fazer política da pior maneira, incluindo clima de medo e insegurança nas pessoas de forma completamente injustificada”.

“Pela nossa parte, garantimos que vamos continuar em prol da mobilidade e da segurança da circulação rodoviária e ferroviária”, concluiu Guilherme W. d’Oliveira Martins.

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