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FC Porto

Sérgio iguala Oliveira (e o Sérgio jogador), segue-se Villas-Boas e Artur Jorge. “Não ligo a isso”, diz

FC Porto somou a 13.ª vitória consecutiva em quatro competições nos Açores e está cada vez mais perto do recorde de triunfos seguidos de sempre do clube que pertence a Artur Jorge, no ano de 1985.

Sérgio Conceição tem apenas pela frente os registos de Villas-Boas e Artur Jorge; seguem-se dois jogos em casa

LUSA

Uma, duas, três, dez, 11, 12, 13. O contador de vitórias começou a seguir à derrota do FC Porto na Luz frente ao Benfica e parece não ter fim, mesmo em jogos com especiais dificuldades à mistura como aquele que os dragões tiveram este sábado nos Açores. Com isso, Sérgio Conceição subiu ao pódio da hierarquia dos treinadores azuis e brancos com mais triunfos seguidos mas nem por isso o técnico muda o sentido do discurso, secundarizando esses recordes em nome do… jogo seguinte.

“Recorde de vitórias? A meta era ganhar hoje o jogo, agora é fazer a viagem, pensar no jogo de terça-feira, para uma competição onde temos uma palavra a dizer. Não ligo a essas estatísticas, é bom ter essas vitórias com esses tais números mas para nós o importante é o jogo, a vitória. Cada vez que jogamos queremos ganhar o jogo. Isso do recorde… E digo isto sem qualquer tipo de falsa modéstia, é porque não ligo a isso. Ponto”, destacou o técnico na flash interview.

Ligando mais ou não, a verdade é que a versão Sérgio treinador igualou o registo de António Oliveira e de Sérgio jogador, que também fazia parte desse plantel em 1996/97: 13 vitórias consecutivas, alcançadas também pelo austríaco Hermann Stessl (a título de curiosidade, o treinador que cumpria funções quando Pinto da Costa assumiu a liderança em abril de 1982), pelo brasileiro Yustrich e pelo húngaro Siska. Mais só mesmo André Villas-Boas em 2011 (14) e Artur Jorge em 1985 (15).

Ao todo, e recordando o trajeto em causa, o FC Porto venceu Vila Real (6-0 fora, Taça de Portugal), Lokomotiv Moscovo (3-1 fora, Liga dos Campeões), Feirense (2-0 casa, Campeonato), Varzim (4-2 casa, Taça da Liga), Marítimo (2-0 fora, Campeonato), Lokomotiv Moscovo (4-1 casa, Liga dos Campeões), Sp. Braga (1-0 casa, Campeonato), Belenenses (2-0 casa, Taça de Portugal), Schalke 04 (3-1 casa, Liga dos Campeões), Boavista (1-0 fora, Campeonato), Portimonense (4-1 casa, Campeonato), Galatasaray (3-2 fora, Liga dos Campeões) e Santa Clara (2-1 fora, Campeonato). Seguem-se dois jogos no Dragão, para outras tantas provas: Moreirense na Taça de Portugal e Rio Ave no Campeonato.

Em paralelo, Sérgio Conceição somou ainda a sexta vitória consecutiva como visitante, algo que não acontecia desde a passagem de André Villas-Boas pelo Dragão em 2010/11. O recorde pertence neste caso a António Oliveira (16 triunfo), naquele tal plantel de 1996/97 de que fazia parte o atual treinador dos azuis e brancos. Curiosamente, os registos dos portistas esta época são muito semelhantes aos que tinham sido registados na última temporada, a nível de pontos e golos.

“Não foi um jogo bonito mas foi competitivo. Fomos em busca do golo após sofrermos, fizemos o empate antes do intervalo e as modificações que fiz eram para ir em busca do segundo golo. Juntar alguém ao Tiquinho [Soares], tendo o Herrera mais por dentro, jogando com o Danilo. Não que o Óliver estivesse mal no jogo mas precisava de algo diferente e conseguimos. Não há só estratégia antes do jogo, há também durante e com o intuito de ganhar. A equipa não sabe gerir o jogo, no sentido de ter posse de bola passiva e deixar o tempo correr. No fundo conseguimos uma vitória importante e isso é que faz parte da nossa caminhada no objetivo principal, que é o Campeonato”, acrescentou Sérgio Conceição sobre as mudanças ao intervalo.

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