Duas pessoas foram detidas esta segunda-feira por suspeitas de estarem ligadas ao fornecimento da arma ao terrorista envolvido no ataque de Estrasburgo, está a avançar a Agence France-Presse (AFP) a partir do Twitter. Os suspeitos terão fornecido o revólver usada pelo atacante, Cherif Chekatt, para disparar contra uma multidão no centro da cidade francesa. Cinco pessoas foram mortas no ataque e 11 ficaram feridas.

O autor do atentado, Chérif Chekatt, foi localizado no bairro de Neudorf, em Estrasburgo esta quinta-feira à noite e de seguida morto pelas autoridades. O terrorista esteve cerca de 48 horas em fuga, tendo ainda sido detidas sete pessoas por suspeita de terem ajudado o principal suspeito a fugir. Os pais e dois irmãos de Chekatt foram libertados no sábado sem acusações, perante a ausência de elementos que os incriminassem, e este domingo outras duas pessoas próximas do autor do ataque foram libertadas, também sem acusações, ao passo que a sétima pessoa continua detida.

Numa entrevista, o procurador-geral da República, Rémy Heitz, confirmou que o homem gritou “Allahu Akbar!” (Alá é grande!) enquanto disparava indiscriminadamente sobre a multidão que passava pelo mercado. “Tendo em conta o sujeito, a sua forma de operar, o seu perfil e os testemunhos daqueles que o ouviram gritar ‘Allahu Akbar’, a política anti-terrorista foi chamada a intervir neste caso”, confirmou Rémy Heitz.

Chérif Chekatt era de nacionalidade francesa e já estaria a ser vigiado pelas autoridades antes do atentado. Esta sexta-feira, o ministro do Interior francês, Christophe Castaner, afirmou que as investigações concluíram que o suspeito não integrava nenhuma rede terrorista e não teve ajudas durante a fuga. Sobre a reinvindicação do Estado Islâmico deste atentado, o ministro disse ser “totalmente oportunista”. “Não é a reivindicação totalmente oportunista do Daesh (acrónimo árabe do Estado Islâmico) que muda seja o que for. Havia aqui um homem que alimentou o mal dentro de si”, disse Castaner.