A utilização de veículos aéreos não tripulados (‘drones’) armados no Médio Oriente cresceu significativamente nos últimos anos, impulsionada em grande parte pelas vendas da China, indica um relatório divulgado esta segunda-feira.

O relatório do centro de investigação britânico de defesa e segurança Royal United Services Institute (RUSI) revela que são cada vez mais os países do Médio Oriente que utilizam ‘drones’, quer os importem, como a Jordânia, o Iraque, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, ou os construam, como Israel, o Irão e a Turquia.

A China tem estado à frente das vendas no Médio Oriente e não só, por oferecer preços mais baixos e sem as condições impostas por exemplo pelos Estados Unidos.

Intitulado “Drones armados no Médio Oriente: Proliferação e Normas na Região”, o estudo indica que Pequim tem fornecido ‘drones’ armados a vários países que não estão autorizados a comprá-los nos Estados Unidos e a um preço muito mais baixo.

“A China, um exportador de ‘drones’ sem perguntas nem constrangimentos, deverá continuar a desempenhar um papel fundamental como um fornecedor (…) para o Médio Oriente”, adianta.

A agência norte-americana Associated Press noticiou no início do ano a utilização de ‘drones’ armados chineses nos campos de batalha do Médio Oriente, incluindo na guerra do Iémen, utilizados pela força aérea dos Emirados Árabes Unidos.

O Irão também já violou o espaço aéreo israelita com ‘drones’ armados enviados de bases na Síria, provocando uma resposta israelita armada contra as bases suspeitas.

Aniseh Bassiri Tabrizi, autor do relatório do RUSI juntamente com Justin Bronk, considerou improvável que a proliferação dos ‘drones’ armados no Médio Oriente pare, admitindo que poderá é aumentar.