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Ainda há 39 casas por reconstruir das 809 que foram destruídas pelos incêndios de outubro do ano passado, segundo números da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC) divulgados pelo Jornal de Notícias. Dezenas de famílias vão passar mais um Natal sem casa, sobretudo devido a questões burocráticas que estão a atrasar os processos de reconstrução das habitações.

Segundo uma reportagem do JN com várias famílias da região centro, uma das principais causas para o atraso da reconstrução é a demora na elaboração dos projetos para as novas casas ou para alterações nas casas parcialmente danificadas.

Os concelhos de Mortágua, Tondela, Tábua e Arganil, nos distritos de Viseu e Coimbra, são aqueles em que ainda há mais habitações por reconstruir. Nestas regiões, há ainda dezenas de famílias a residir em habitações alternativas, nomeadamente em casas de familiares, autocaravanas e anexos de outras casas, enquanto aguardam pelo desbloqueio do processo que lhes permitirá reconstruir a sua casa.

Os incêndios de outubro de 2017 afetaram dezenas de concelhos do Centro e Norte do país, provocaram 50 vítimas mortais e destruíram perto de um milhar de casas.

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