“É um Sporting que finalmente voltou a ser notícia pelos bons motivos”, afirmou o presidente do clube num balanço dos primeiros 100 dias à frente do clube. Numa entrevista ao canal do Sporting, Frederico Varandas conta porque escolheu Marcel Keiser como treinador, tendo reconhecido que nem ele acreditava que ia correr tão bem, a propósito dos bons resultados obtidos pelo clube nas últimas jornadas. O presidente do Sporting deixou ainda a justificação para a substituição de José Peseiro.

“Eu era a pessoa mais feliz se tivesse continuado com o José Peseiro até ao final da época. Era sinal de que tudo corria bem. Mas o meu dever como presidente do Sporting é ter muita exigência, o Sporting tem de dominar nos jogos. (….) Peseiro é um treinador competente, mas que não era o que o Sporting precisava naquele momento”.

O processo de escolha do novo treinador “define muito o que é esta equipa diretiva”. “Não pode haver algo que dê mais força a quem decide do que ser independente. Esta equipa não tem de decidir a pensar na renovação do mandato”, sublinhou.

E a escolha de Marcel Keiser foi uma aposta de risco? “Foi para 99% das pessoas, para mim não teve risco nenhum”. Varandas explica os quatro fatores que levaram à escolha do técnico holandês: competência técnica, gestão do grupo, liderança do grupo e comunicação. “Era a opção que me dava mais tranquilidade”.

Keiser “é um grande senhor”. “Mas quando chegou nem ele próprio acreditava que ia correr tão facilmente.  Porque é um treinador que não conhece o futebol português e chegou a meio da época”. Para Varandas muito do sucesso do novo treinador deve-se também à estrutura que o apoia dentro do clube.

Sublinhando que hoje o Sporting “já não é para fazer chacota”, Frederico Varandas considera que o primeiro objetivo foi assim cumprido: o clube voltou a ser saudável e houve a devolução do orgulho aos sportinguistas.

O presidente do Sporting admitiu que não foi fácil, porque foi preciso fazer uma reestruturação na área do futebol e ao mesmo tempo enfrentar uma situação financeira débil. “Fazer tudo isto acompanhado de ter resultados não é fácil. Mas sabíamos que era possível. E passados 100 dias as coisas estão a correr bem, mas ainda não estão como queremos”.