Três grandes vencedores: O Meu Lugar no Mundo, programa de apoio ao estudo para crianças e jovens vulneráveis da freguesia do Bonfim, no Porto; Amal Soup, negócio social que visa integrar e capacitar mulheres sírias refugiadas, através da venda de sabonetes naturais produzidos em Portugal; e 8 Hours Overtime for a Good Cause, conceito de desenvolvimento de competências de comunicação por parte de outras instituições de apoio social. De 10 candidaturas nomeadas, oriundas de 16 distritos, o Prémio Voluntariado Universitário foi este ano para estes três projetos, que agora têm direito a 3 mil euros cada para despesas de implementação, apoio à comunicação e mentoria estratégica.

Um prémio de referência

O Prémio Voluntariado Universitário é uma iniciativa do Banco Santander Totta e tem como missão identificar, distinguir e apoiar os melhores projetos de voluntariado desenvolvidos por estudantes universitários. À terceira edição, é já considerada uma iniciativa de referência em Portugal. A quantidade e qualidade dos finalistas demonstraram, mais uma vez, que o voluntariado universitário “é muito importante e tem espaço para crescer em Portugal”, referiu o diretor-coordenador do Santander Universidades, Marcos Soares Ribeiro.

Vencedores do Prémio Voluntariado Universitário 2018

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– O Meu Lugar no Mundo (em parceria com Universidade do Porto, Universidade Católica e CASO Solidária)
– Amal Soap (em parceria com Universidade Nova de Lisboa)
– 8 Hours Overtime for a Good Cause (em parceria com Instituto Politécnico de Portalegre)

Categoria Comunicação

  • Núcleo da Ação Social da Associação de Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade Porto

Categoria Instituição de Ensino Superior Mais Solidária

  • Universidade do Porto (17 projetos candidatos)
  • Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (maior número de projetos em termos relativos)

A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no grande auditório do Centro Santander, em Lisboa, a 5 de dezembro, precisamente o Dia Internacional do Voluntariado, instituído pelas Nações Unidas. “O voluntariado tem sido um dos eixos de atuação da política de responsabilidade social do Banco Santander”, explicou Marcos Soares Ribeiro, acrescentando que o Prémio Voluntariado Universitário “vem completar todas as outras iniciativas realizadas pelo Santander Universidades, muito centradas no desenvolvimento de competências dos estudantes”. A mobilidade internacional, o empreendedorismo, a transição para o mercado de trabalho e as bolsas de estudo são exemplos dessas várias iniciativas do programa Santander Universidades.

Ao 3.º ano, várias novidades

Neste terceiro Prémio Voluntariado Universitário registaram-se algumas novidades. Cada finalista passou a ter um mentor e todos puderam participar num workshop de gestão de voluntariado e dinâmicas inter pares. Foi também criada a categoria Instituição de Ensino Superior Mais Solidária, para distinguir instituições com maior peso de participação e submissão de candidaturas ao prémio. Nesta categoria, as duas vencedoras foram a Universidade do Porto, por ter apresentado 17 projetos candidatos, e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), por ter apresentado maior número de projetos em termos relativos.

“O voluntariado dentro das universidades permite às instituições estarem no terreno com o melhor que têm”, referiu Elsa Justino, administradora da UTAD. “A universidade tem que apoiar, perceber a vontade e ajudar a que aconteça, porque o resto está lá: a massa crítica, a capacidade, a juventude e a energia. O que nos compete é sermos facilitadores”, sublinhou. “Há muitas vezes o preconceito de que os jovens não se interessam por questões sociais, que estão alheados. Poderá haver, mas isso não é totalmente verdade.”

Novo record de participações

O Prémio de Voluntariado Universitário atraiu, este ano, um número recorde de 57 candidaturas e mobilizou 2.228 voluntários com impacto em mais de 36 mil beneficiários, informou o Santander. Na categoria PVU Comunicação, o vencedor foi o Núcleo de Ação Social da Associação de Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, que recebe mil euros para despesas de implementação. A escolha foi feita pelos portugueses, através de votação online que decorreu entre 19 e 30 de novembro.

Menções Honrosas

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  • Aldeia Feliz (futuros médicos sinalizam idosos em risco, em parceria com Universidade do Minho)
  • SolidarISA (produção e oferta de bens alimentares ao Banco Alimentar Contra a Fome, em parceria com Instituto Superior de Agronomia de Lisboa)
  • Escola de Superpoderes (capacitação de crianças, jovens e seniores para serem agentes de mudança, em parceria com NOVA SBE e Universidade do Porto)
  • Pro Bono (apoio legal a pessoas carenciadas e instituições do terceiro setor, em parceria com Universidade de Lisboa, Universidade Católica e Universidade do Porto)
  • Pequenos Acordes (educação musical de crianças de bairros carenciados, Tuna Académica da Universidade do Minho)
  • vintAGING FÉNIX (resposta integrada a utentes sem-abrigo na paróquia da Senhora da Conceição, em Santa Maria, Porto; Escola Superior de Saúde de Santa Maria)
  • Gerações Unidas (apoio a idosos em exclusão social no município de Vila Real, em parceria com Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro)

À semelhança das edições anteriores, o júri foi presidido pela socióloga Cristina Louro, ex-vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa. Os outros jurados foram o reitor da UTAD, António Fontainha Fernandes; a administradora executiva do Santander, Inês Oom de Sousa; o chanceler da Universidade Lusíada, João Redondo; o presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Pedro Dominguinhos; e o diretor de sustentabilidade do Santander, Rui Miguel Santos.

Os três critérios fundamentais que levaram à escolha dos vencedores foram o alcance da intervenção, o contributo do projeto para reforçar o envolvimento da comunidade e a originalidade e inovação, informou Cristina Louro. Segundo ela, este ano, houve uma “grande evolução na qualidade das candidaturas”.

Presente na cerimónia para moderar um breve debate, Nathalie Ballan, responsável pela Sair da Casca, uma empresa de consultoria em responsabilidade social, afirmou que o elemento diferenciador do Prémio Voluntariado Universitário “é o facto de o Santander reconhecer o trabalho feito”, isto é, “não dar apoio para que se faça, mas sim reconhecer o valor do que já existe”.