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Sonangol diz que preço do petróleo entre 60 e 70 dólares/barril em 2019 seria “bastante bom”

O presidente do Conselho de Administração da Sonangol disse que seria "bastante bom" se o preço do petróleo nos mercados internacionais se mantivesse em 2019 entre os 60 e 70 dólares.

O secretário-geral da OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo, Mohammad Sabusi Barkindo (D), acompanhado pelo presidente do conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino (E)

AMPE ROGÉRIO/LUSA

O presidente do Conselho de Administração da petrolífera angolana Sonangol afirmou esta segunda-feira, em Luanda, que seria “bastante bom” se o preço do petróleo nos mercados internacionais se mantivesse em 2019 entre os 60 e 70 dólares.

Carlos Saturnino, que falava aos jornalistas após uma reunião com o secretário-geral da Organização dos países Exportadores de Petróleo (OPEP), Mohamed Sanuzi Barkindo, admitiu, por outro lado, que, em Angola, “nenhuma concessionária” perderia dinheiro se o preço do barril se situasse nos atuais 61 dólares no próximo ano. Questionado se o atual preço do crude é, para Angola, um preço razoável, Carlos Saturnino lembrou que o país já viveu com o petróleo nos 40 dólares “e a indústria não morreu”,

“Já estivemos com preços de 60, de 55 e já tivemos 40 dólares e a indústria em Angola não morreu. Fica mais lenta, ganha-se menos dinheiro. Com 61 dólares o barril, não há nenhuma concessão em Angola que perca dinheiro”, respondeu, aumentando a parada quando instado sobre se subisse para os 70 dólares.

“Pois, numa situação confortável de longo prazo, porque não pensamos no imediato, um preço entre os 60 e 70 dólares seria já bastante bom [para Angola]. Mas isso não quer dizer que, se for menos, nós perdemos dinheiro. Não é isso”, sublinhou. Para Carlos Saturnino, definir um “preço justo” para o preço do petróleo é “um bocadinho difícil”, embora para a Sonangol, só exista o preço “a partir do qual as concessões petrolíferas em Angola são rentáveis”.

“As concessões petrolíferas em Angola são variadas, temos em terra, no mar, em águas rasas, em águas profundas e em águas mais profundas. Quando o petróleo baixou até aos 40 dólares por barril, nós, em Angola, não tínhamos concessões petrolíferas que perdiam dinheiro. O único problema é que havia concessões que tinham custos mais altos e tinham uma margem menor, tinham menos lucros. Isso já lhe dá mais ou menos a ideia do intervalo que estamos a considerar”, explicou.

Carlos Saturnino não falou sobre um eventual impacto dos preços do petróleo no Orçamento Geral do Estado (OGE) angolano para 2019, tendo em conta que a proposta, aprovada sexta-feira passada no Parlamento, é projetada com base no crude a 68 dólares o barril. Questionado sobre até quanto é que Angola está disposta a baixar a sua quota de produção em 2019, na sequência da decisão da OPEP em reduzi-la em 1,2 milhões de barris/dia (equivalente a 1,2 milhões de barris/dia), Carlos Saturnino garantiu que sim.

“A questão não se põe até quanto. A questão que se põe é que Angola é membro da OPEP e a OPEP decidiu baixar a produção em 2,6% e Angola vai implementar esses 2,6%. Para nós, considerando o que disse o secretário-geral, a baixa da produção terá como base a produção média em outubro, pelo que estamos a falar de 29 mil e tal barris por dia. Angola, como membro da OPEP, assume o compromisso de baixar a produção em 2,6%”, assegurou. Para Carlos Saturnino, a Sonangol está a trabalhar para estabilizar a produção em torno dos 1,5 milhões de barris por dia.

“Depois, vamos tentar aumentar um bocadinho em função das descobertas que forem feitas e de quanto tempo vamos demorar para as pôr a produzir”, referiu, garantindo que a produção só cairá para valores inferiores a 1,4 milhões de barris/dia – “até mesmo para um milhão” – “se nada for feito”.

“Tivemos uma situação no primeiro trimestre deste ano em que a produção baixou muito, mas também devido a uma série de problemas técnicos que foram surgindo – manutenção, disponibilidade de instalações, etc. Quando se fazem as análises dizendo que a produção pode ficar abaixo dos 1,4 milhões de barris/dia, ou mesmo chegar a um milhão, isto, tem de se acrescentar sempre a frase ?se nada for feito'”, frisou.

Carlos Saturnino lembrou que a Sonangol está a efetuar uma “série de trabalhos de otimização da produção”, em que várias concessões petrolíferas estão em discussão para entrar em exploração em 2019. “Portanto, não acreditamos que [a baixa na produção] vá acontecer”, concluiu.

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