A semana de grande tensão para a política inglesa foi pretexto para um sketch humorístico do famoso programa Saturday Night Live (SNL). E Theresa May (interpretada pela comediante Kate McKinnon) foi a figura que inspirou um número musical com direito a passos de dança robóticos, abertura de prendas falsas e ainda contou com a presença de várias personagens populares junto dos ingleses.

O SNL, já conhecido por fazer frequentemente sátira política, com destaque para Donald Trump, virou desta vez o seu foco humorístico para a política britânica, tendo apresentado um sketch que deu pelo nome de “Happy Christmas, Britain“, que traduzido significa “Feliz Natal, Grã-Bretanha”.

O sketch começa com a primeira-ministra britânica a fazer alguns passos de dança juntamente com quatro polícias ingleses, que também dançam, e só depois aborda seriamente a crise política em Inglaterra.

Que semana horrível. O meu acordo do Brexit está a desfazer-se, quase que votei para acabar com ele, ninguém gosta de mim. Mas ainda é Natal, por isso vamos divertir-nos esta noite, sim?”, disse ‘May’ no sketch.

Seguidamente, ‘May’ introduz um ‘David Cameron’ com uma testa exageradamente grande, interpretado por Matt Damon, o anfitrião convidado para apresentar a última edição do programa em 2018, acusando-o de ser “responsável por se ter pedido um referendo para o Brexit”. “Depois ele foi embora e deixou-me sozinha com esta confusão”, disse ‘May’.

Depois de uma troca de palavras entre os políticos, obviamente satirizada ao estilo do SNL, ‘Elton John’ junta-se a eles, desta vez interpretado por Aidy Bryant, que lhes entrega uma série de presentes, que no fim eram fezes.

Como se não bastasse, no final do sketch, junta-se ao grupo Lord Voldemort, o famoso vilão da saga de livros infantojuvenis “Harry Potter”. “A única pessoa mais odiada do que eu”, dizia ‘May’.

Mckinnon, já conhecida por interpretar personagens mediáticas como Hillary Clinton, Justin Bieber ou Angela Merkel, quando entrevistada no ano passado pelo The Guardian relativamente a May, referiu que: “Há muitas coisas que eu considero inspiradoras relativamente a ela (a May). “Acho-a uma pessoa feliz, de longe. Não vivo lá, por isso, não estou totalmente por dentro das nuances das situações políticas no Reino Unido. Mas tirei proveito, só de ouvir a sua voz.”

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