Não fazendo propriamente parte da formação do clube, Michael Carrick, que chegou a Old Trafford em 2006 após três anos no Tottenham, tornou-se numa das figuras mais mediáticas do clube nas últimas épocas da era Alex Fergurson nos red devils. Em novembro de 2017, após sentir algumas tonturas num treino, fez uma operação ao coração por causa de batimento cardíaco irregular; voltou aos treinos, assumiu de novo a braçadeira e, no início deste ano, acordou com o clube assumir um cargo técnico no conjunto principal antes do último jogo oficial, em maio, onde teve uma despedida em campo com ovação de pé. Não sendo propriamente o médio mais elegante em campo, marcou uma era em que ganhou tudo, entre Champions, Liga Europa e Mundial de Clubes até cinco Campeonatos, uma Taça de Inglaterra, três Taças da Liga e seis Supertaças. Agora, e pelo menos durante 48 horas, é o antigo internacional inglês que ficará a comandar a equipa; depois, ninguém sabe ainda.

Muitos nomes têm surgido na imprensa britânica como possíveis sucessores de Mourinho no comando da equipa de Manchester, ainda que se perceba que existe um especial cuidado por parte dos responsáveis do clube em mudar o paradigma da última época e meia, onde foi percetível uma onda grande críticas por parte de elementos próximos do universo red como os vários ex-atletas que são hoje comentadores e que não iam poupando em nada o português em cada resultado menos conseguido. Queixavam-se das exibições, dos resultados, das guerrilhas, da maneira de estar. O Special One rapidamente perdeu essa áurea numa luta que muitas vezes parecia ser de um contra todos; agora, a futura escolha terá tudo isso em conta.

O The Times avança com uma possível dupla solução depois de Carrick: Ole Gunnar Solskjaer, atual treinador dos noruegueses do Molde, assumiria o comando da equipa até ao final da temporada de forma interina, ficando depois na equipa técnica liderada por outro nome que parece bem mais consensual entre os adeptos do Manchester United – Mauricio Pochettino, argentino que se encontra agora no comando do Tottenham. Neste caso, o maior obstáculo é mesmo a cláusula de rescisão que teria de ser paga aos spurs para garantir o técnico; resolvida essa questão, será a opção número 1 para suceder a Mourinho, depois de já ter estado em cima da mesa em 2016 a par de Simeone. Todavia, este não será plano único dos responsáveis do clube.

Também o The Guardian e o Telegraph começam a dar como certa a possibilidade de Solskjaer assumir o comando da equipa para já mas abrem o leque de possibilidade no médio prazo, juntando a Pochettino os nomes de Zinedine Zidane, Antonio Conte e Laurent Blanc (todos livres). Além deles, por uma questão de ligação ao clube ou conhecimento da Premier League, surgem como hipóteses Ryan Giggs, selecionador de Gales, e Gareth Southgate, técnico da seleção inglesa. Na casa de apostas, entre dezenas de nomes, surgem referências a Leonardo Jardim, Julen Lopetegui ou Carlos Queiroz.

Em contraponto, e numa informação que já tinha sido veiculada por jornais como o El País após a rescisão com Julen Lopetegui, Mourinho é apontado pelo Independent ao Real Madrid. Santi Solari, que subiu da equipa B e agarrou no conjunto campeão europeu nas últimas semanas, foi entretanto confirmado como técnico principal até ao final da temporada, mas esta saída do português poderá abrir caminho a um regresso à capital espanhola. Argumento? Florentino Pérez, líder dos merengues, pretende alguém com o perfil de Mou, que conhece bem, para conseguir disciplinar um balneário que considera estar à deriva.