Nazismo

Portuguesa no Reino Unido que chamou Adolf ao filho condenada a 5 anos de prisão por pertencer a grupo terrorista

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Cláudia Patatas e o companheiro foram condenados pela justiça britânica a um total de 11 anos e meio na cadeia, cinco dos quais foram atribuídos à portuguesa.

Cláudia Patatas e o companheiro, Adam Thomas, com o bebé coberto pela bandeira nazi -- Fotografia: Departamento da Polícia de West Midlands

Cláudia Patatas, 38 anos, a portuguesa residente no Reino Unido que foi notícia por ter chamado Adolf ao seu filho, em homenagem ao ditador Adolf Hitler, foi esta terça-feira condenada, a cinco anos de prisão por pertencer a um grupo terrorista. O seu marido apanhou seis anos e meio pelo mesmo motivo. O casal já era conhecido por fazer parte de um grupo radical de extrema-direita banido em 2016 do Reino Unido, a “National Action”.

O companheiro, Adam Thomas, de 22 anos, tinha trabalhado como segurança na empresa Amazon, enquanto Cláudia Patatas trabalhava como fotógrafa de casamentos. Admiradores ávidos da ideologia nazi, fotografaram-se com o filho bebé enrolado numa bandeira da propaganda fascista alemã.

Segundo o The Guardian, Cláudia Patatas defendeu em tribunal que “todos os judeus deviam morrer” e que “os campos de concentração deviam voltar”. Já o seu companheiro, na mesma linha, afirmou que “todas as pessoas não-brancas são francamente intoleráveis”.

Ao jornal inglês um procurador revelou que a portuguesa participava e tinha influência num grupo de mensagens encriptadas chamado Telegram, semelhante ao WhatsApp, usando o alter-ego de ‘Sigrun’ ou ‘K Sigrun’, uma referência a uma figura mitológica nórdica.

Nas conversas com outros membros do grupo foram encontradas várias fotografias de armas tiradas por Mikko Vehvilainen, um militar condenado por posse ilegal de gás pimenta e descrito em julgamento como racista.

No total, esta terça-feira, a justiça inglesa condenou seis pessoas a penas de prisão por crimes de relacionados com associação terrorista. O juiz do tribunal de Birmingham descreveu as “intenções horríveis” do grupo dizendo que este queria “destruir a democracia neste país através da violência extrema e do homicídio, da imposição de um Estado de inspiração nazi que eliminaria segmentos inteiros da sociedade”.

Notícia corrigida às 16:55, esclarecendo que a portuguesa foi condenada por pertencer a um grupo considerado terrorista.

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