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Grécia

Primeiros-ministros grego e macedónio nomeados para o Nobel da Paz

Os chefes de Governo da Grécia e da Macedónia, Alexis Tsipras e Zoran Zaev, respetivamente, foram nomeados para o Nobel da Paz. Nomeação deve-se aos progressos no processo de paz entre os países.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, assinou o acordo de Prespa com o seu homólogo macedónio, que prevê a alteração da Macedónia para "República da Macedónia do Norte"

ARMANDO BABANI/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Os primeiros-ministros grego e macedónio, Alexis Tsipras e Zoran Zaev, foram esta terça-feira nomeados para o Nobel da Paz pela co-laureada tunisina de 2015, Wided Bouchamaoui, devido ao seu empenho na resolução do longo diferendo que opunha os dois países.

Em junho, os dois dirigentes concluíram o acordo de Prespa que prevê a alteração da Macedónia para “República da Macedónia do Norte”, mas a sua concretização ainda está dependente de diversos obstáculos, designadamente perante os parlamentos de Skopje e Atenas.

A alteração destina-se a terminar com um velho litígio de quase três décadas entre os dois vizinhos, e terminar com o veto grego à adesão da Macedónia à NATO e ao processo de aproximação com a União Europeia (UE).

No decurso de uma conferência em Skopje, capital macedónia, Wided Bouchamaoui declarou-se “honrada por nomear Zoran Zaev e Aléxis Tsipras para o prémio Nobel da Paz” de 2019.

“O acordo de Prespa é um exemplo que demonstra como os diferendos podem ser resolvidos pelo diálogo e é uma mensagem para todo o mundo”, disse.

Wided Bouchamaoui integrava o quarteto para o Diálogo nacional tunisino que recebeu o Nobel da paz em 2015.

Os opositores ao acordo de Prespa têm-se manifestado na Grécia e na Macedónia, e criticam o compromisso entre os dois primeiros-ministros, que consideram uma “traição” aos respetivos valores nacionais.

A Grécia nega ao seu vizinho do norte e ex-república jugoslava a utilização da simples designação de “Macedónia”, considerando que pertence em exclusivo à sua província do norte com o mesmo nome.

A 20 de outubro, o parlamento macedónio desencadeou um processo de alteração da Constituição com o objetivo de alterar o nome do país. No entanto, e para ratificar o acordo com a Grécia, as modificações deverão ser aprovadas por uma maioria de dois terços no parlamento de Skopje até finais de janeiro.

Em caso de aprovação, o acordo deverá ser adotado pelo parlamento grego, mas a maioria dos partidos da oposição já anunciaram que vão rejeitar o acordo de Prespa. O ministro da Defesa Panos Kammenos, líder da direita soberanista dos Gregos Independentes, que integra a coligação no poder liderada pelo Syriza, já ameaçou romper do acordo de Governo caso o acordo de Prespa suba ao parlamento de Atenas.

Esta terça-feira, e de vista a Skopje, o número dois da diplomacia norte-americana, John Sullivan, também saudou a “liderança corajosa” dos dois dirigentes.

Após um encontro com Zoran Zaev, John Sullivan voltou a reiterar as acusações de Washington contra a Rússia, acusada de pretender “sabotar” o acordo de Prespa.

“Os Estados Unidos permanecem ao lado da Macedónia e a influência russa não é uma surpresa para nós, ao sabermos qual foi o caminho que a Macedónia escolheu”, declarou o diplomata norte-americano.

Moscovo, que se opõe à expansão da NATO, rejeitou as acusações.

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