Estados Unidos da América

Relatórios dizem que Facebook, Google e Twitter “deturparam” informações partilhadas com Senado dos EUA

O Facebook, juntamente com o Twitter e a Google, são acusadas em dois relatórios publicados pelo Comité de Informações do Senado de darem informações "deturpadas" às comissões de inquérito.

"Infelizmente, parece que as plataformas deturparam ou evitaram [informações] nalgumas das suas declarações ao Congresso", lê-se num dos relatórios

Getty Images

O Comité de Informações do Senado dos EUA publicou dois relatórios que deixam várias críticas à maneira como algumas das maiores empresas tecnológicas do mundo colaboraram com as investigações levadas a cabo pelas duas câmaras do Congresso norte-americano sobre as diferentes manobras de desinformação russas durante as eleições presidenciais de 2016.

De acordo com o The New York Times, um dos relatórios, elaborado pela Columbia University em parceria com a empresa de cibersegurança New Knowledge, acusou mesmo empresas como o Twitter, Facebook, Google ou YouTube de não colaborarem plenamente com as comissões de inquérito.

“Infelizmente, parece que as plataformas deturparam ou evitaram [informações] nalgumas das suas declarações ao Congresso”, lê-se nesse relatório.

Uma das queixas recorrentes é a de que a informação partilhada por aquelas plataformas às investigações das duas câmaras do Congresso não foi suficiente, nem partilhada de forma organizada. “Toda a gente quer entender qual foi o impacto nas eleições presidenciais de 2016. Todos querem saber se foi o suficiente para mover a eleição”, refere a diretora do New Knowledge, Renee DiResta. “Nenhum dos conjuntos de dados que nos foram dados oferece essa resposta.”

Nos relatórios, há espaço para sublinhar diferenças entre a maneira como cada uma das empresas acima referidas colaborarou nas investigações. A Google é referida como a empresa que menos colaborou. Num segundo relatório, da Oxford University com a analista de redes sociais Graphika, é dito que a “contribuição da Google em dados foi de longe a que teve menos contexto e a menos abrangente das três”.

No caso do Facebook, é referido que aquela empresa chegou a dizer que apenas recebeu “umas poucas centenas de milhares de dólares” por anúncios feitos por agentes de desinformação russos — mas um dos relatórios agora publicados refere que as mesmas pessoas gastaram “muito mais do que 100 mil dólares em anúncios no Facebook”.

Por outro lado, o Twitter foi o que mais colaborou — mas ainda assim, ficando aquém do ideal, primando pela desorganização.

Em diferentes comunicados, as três empresas não responderam diretamente às acusações, evitando desta forma fazer um mea culpa. “Fizemos investigações a fundo entre diferentes áreas da nossa empresa e fizemos um relatório detalhado e minucioso aos investigadores”, disse Nu Wexler, porta-voz da Google, que é também detentora do YouTube. A partir do Twitter, a porta-voz Katie Rosborough garantiu que o “único objetivo” daquela empresa é o de “melhorar a saúde da discussão pública na nossa plataforma”. E da parte do Facebook o porta-voz Matt Steinfeld respondeu ao The New York Times que a sua empresa “partilhou milhares de anúncios e informações a Comité de Informações do Senado para avaliação e partilhou informação com o público”.

O senador Richard Burr, republicano da Carolina do Norte e presidente do Comité de Informações do Senado, disse que “este relatórios são a prova de que uma das coisas mais importantes a fazer é aumentar a partilha de informação entre as empresas de redes sociais que podem identificar campanhas de desinformação e especialistas independentes que podem analisá-las”.

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