Decoração

IKEA testa novo conceito no Fórum Sintra: sem caixas de pagamento e para servir de inspiração

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No novo conceito temporário do IKEA, não há caixas de pagamento nem os típicos sacos azuis. Há ajuda de profissionais. É a primeira vez que a marca sueca testa este tipo de espaço em Portugal.

É a primeira vez que a marca sueca traz este conceito para terras portuguesas

IKEA

Nicolau e Patrícia são o típico casal: têm gostos diferentes e adoram fazer compras. Patrícia diz que “gosta de experimentar antes de comprar”. Já Nicolau queixa-se que a mulher não tem limites quando vai às compras. “Sente-se puxada a comprar tudo e compra. Depois chegamos a casa e nada bate com nada”, lamentou. Face a estas diferenças, Nicolau teve uma ideia: “O que eu acho que é nós precisamos de alguém que nos ajude, porque o nosso estilo lá em casa é uma salgalhada”.

Tudo isto foi uma encenação, mas adequa-se ao que muitos portugueses sentem quando estão a pensar em remodelar uma divisão ou a casa inteira e não sabem por onde começar. Foi a pensar nessa necessidade que o IKEA vai abrir, esta quinta-feira pelas 10h, um novo espaço no Fórum Sintra. Mas não é uma loja IKEA como aquelas a que estamos habituados. Aqui, não há caixas de pagamento nem os labirintos repletos de mobília, muito menos os sacos azuis. Há um espaço com a ajuda de profissionais de decoração e vários exemplos de ideias para a casa.

Trata-se do “IKEA – Design para todos“, um local temporário, onde os clientes podem arranjar inspiração e ver as tendências para decorar os seus quartos e cozinhas, através de pequenas montras com estilos diferentes, contando ainda com uma equipa especializada em decoração, que vai ajudar a planear o espaço pretendido por cada um, caso o cliente esteja interessado. Apesar de poderem comprar ali mesmo tudo o que pretendem para a sua casa, nada é levado de imediato: pode-se escolher a opção de entrega em casa ou recolha numa das lojas IKEA.

“Este é um espaço que serve apenas como inspiração. Nada pode ser levado daqui, mas tudo pode ser comprado aqui“, explicou Barbara Graf, diretora do espaço, durante a apresentação do projeto. É a primeira vez que a marca sueca traz este conceito para terras portuguesas. Helen Duphorn, diretora-geral do IKEA em Portugal explicou ao Observador que a ideia nasceu “de uma necessidade de a marca estar mais próxima de onde muitas pessoas vivem”.

Hoje em dia, os clientes têm expectativas totalmente diferentes no retalho e muitos ainda querem fazer compras nas nossas lojas. Temos visto um bom desenvolvimento nas nossas lojas, mas várias pessoas têm falta de tempo e querem conseguir fazer compras de formas diferentes”, referiu a diretora-geral do IKEA em Portugal.

Quando entram no espaço, os clientes podem encontrar três áreas com funções diferentes. A primeira zona corresponde às montras com vários estilos de decoração de um quarto ou uma cozinha, acompanhados por pequenos ecrãs colocados na parede, onde surgem os preços de todo o equipamento. Mais nos cantos, há também uma área técnica onde se pode analisar ao detalhe os produtos, permitindo comparar cores, texturas e qualidade. Por fim, há ainda a área de planeamento com ajuda personalizada, que pode ser feito em várias sessões. “É tudo muito mais conveniente para os clientes e esse é o propósito: maior conveniência e estarmos mais próximos das pessoas”, acrescentou Helen Duphorn. Regularmente, o espaço vai também receber workshops gratuitos de tendências e decoração.

Através deste projeto, a marca está a testar temporariamente um novo conceito e são os próximos clientes que acabam por determinar se esse conceito vai continuar e o que deve ser alterado. “Estamos completamente abertos. Os clientes vão dizer-nos. A população de Sintra vai dizer-nos e nós vamos ouvi-la muito atentamente. Se eles não gostarem desta forma de encontrarem a IKEA, então vamos fazer outra coisa e vamos construir a nossa experiência partir daí”, referiu a diretora-geral da empresa em Portugal.

E há também um conceito e uma ideia que a marca quer continuar a defender, tanto numa loja física como no meio digital: “As casas bonitas também deveriam ser possíveis para todos e é por isso que na IKEA desenvolvemos a nossa apresentação baseada no princípio do design democrático: tudo o que desenvolvemos deve ser funcional, bonito, com boa qualidade, responsabilidade ambiental e também acessível para a maior parte das pessoas”, explicou.

Para já, e caso o conceito funcione, a empresa sueca está focada na área de Lisboa, podendo depois partir para o resto do país. O importante, explica Helen Duphorn, é “continuar a fazer tudo de uma forma mais acessível e que chegue a cada vez mais pessoas”.

(texto editado por Ana Pimentel)

(artigo atualizado às 00h53 do dia 20 de dezembro)

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