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Grécia

Parlamento grego aprova OE para 2019 e renova austeridade para obter excedente

O Orçamento para 2019, aprovado na terça-feira, é o primeiro desde que a Grécia saiu do programa de assistência financeira e inclui várias medidas de austeridade para obter um excedente orçamental.

O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras (ao centro) discursa no parlamento grego

ORESTIS PANAGIOTOU/EPA

O parlamento grego aprovou na noite de terça-feira o Orçamento do Estado para 2019, o primeiro desde que a Grécia saiu do programa de assistência financeira, ao fim de oito anos.

O projeto de orçamento, que foi aprovado por 154 votos, contra 143, inclui várias medidas de austeridade, para procurar obter um excedente orçamental, conforme o acordado com os credores internacionais.

Ao início de terça-feira, o porta-voz do Governo, Dimitris Tzanakopoulos, declarou que a proposta orçamental era a primeira em 10 anos a ser concebida “em circunstâncias de relativa liberdade financeira e política” dos credores. À medida que o debate evoluía, mais de duas mil pessoas manifestavam-se pacificamente, fora do parlamento, em dois protestos separados, convocados por sindicatos.

A proposta apresentada pelo Governo do Syriza prevê um crescimento da economia em 2,1% em 2018 e 2,5% em 2019. Ao contrário, a dimensão da dívida tem uma redução prevista, do equivalente a 180,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 para 167,8% no próximo ano.

A Grécia tem nos parceiros europeus e no Fundo Monetário Internacional (FMI) os seus principais credores. O acordo para aliviar o peso da dívida garantiu termos de pagamento mais favoráveis, mas em troca o país comprometeu-se a obter excedentes orçamentais durante décadas.

A Grécia também conseguiu uma proteção financeira (acesso a uma linha de financiamento por parte dos credores) enquanto as taxas de juro exigidas pelos investidores para comprarem títulos da dívida grega não caírem.

O primeiro-ministro, Alexis Tsipras, disse aos deputados que o país não estava excluído dos mercados financeiros, devido aos elevados juros exigidos pelos investidores, mas a Grécia tem adiado até agora a emissão de obrigações.

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