O banco central norte-americano pode anunciar esta quarta-feira mais uma subida das taxas de juro, apesar das repetidas críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Nos últimos dois dias, Trump repetiu que seria “um erro” subir de novo as taxas de juro, pressionando o banco central, que iniciou na terça-feira a sua última reunião de política monetária deste ano.

Mas os economistas esperam que o comité de política monetária da Reserva Federal (Fed) decida um aumento de 25 pontos base para situar a taxa dos fundos federais entre 2,25% e 2,50%.

Se a subida se concretizar, será o quarto aumento deste ano e o nono desde 2015, quando a Fed abandonou a política de taxa zero em vigor durante sete anos.

A grande questão será saber que indicações o banco central vai dar sobre o que fará no próximo ano, tendo em vista as nuvens que ensombram o horizonte.

A guerra comercial lançada por Trump com a aplicação de tarifas alfandegárias punitivas, o fim do impacto no consumo das reduções de impostos aprovadas há um ano, a extrema volatilidade da bolsa e, sobretudo, o abrandamento do crescimento em outros países vão pressionar a maior economia do mundo.

A conferência de imprensa do presidente da Fed, Jerome Powell, após a reunião é bastante aguardada pelos sinais que poderá dar quanto ao futuro. As novas previsões económicas que serão apresentadas e as projeções quanto a novas subidas das taxas de juro no próximo ano também concentram as atenções dos mercados.