O presidente Donald Trump utilizou a sua conta de Twitter para anunciar que o Estado Islâmico foi derrotado na Síria. Essa era “a única razão para estarmos lá”, afirmou ainda.

Pela notícia depreende-se que uma retirada de tropas pode estar prestes a acontecer. Essa possibilidade, entretanto, foi confirmada à CNN por fontes próximas da Casa Branca — os EUA estão mesmo a planear uma retirada “total” e “rápida”.

Cerca de 2000 soldados norte-americanos passaram os últimos meses a combater pequenas forças do Daesh que ainda resistiam. No geral, praticamente todo o noroeste sírio já se encontra livre da EI. Não se sabe ainda se ficarão “para trás” contingentes mais pequenos, para ajudar no processo de reconstrução.

Ainda há poucos dias, Brett McGurk, o conselheiro especial de Trump para a coligação global para derrotar o Daesh, afirmou: “Ninguém está a dizer que [os guerrilheiros do EI] vão desaparecer. Ninguém é assim tão ingénuo. Queremos permanecer no terreno para garantir que a estabilidade se mantém nessas áreas.” Apesar disso, essa informação ainda não foi garantida a 100% e, convém relembrar, Trump prometeu em março que as tropas norte-americanas abandonariam a Síria “muito em breve”.

O timing da retirada permanece, por enquanto, incerto — o próprio Pentágono está a recusar comentar o assunto.

As forças norte-americanas têm estado a trabalhar junto da aliança Syrian Democratic Forces, os responsáveis pelo contínuo avanço militar na zona do central do vale do rio Eufrates.