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Banco Central

Banco de Inglaterra mantém taxa de juro e alerta para aumento de incertezas sobre o “Brexit”

O Banco de Inglaterra decidiu por unanimidade manter a taxa de juro em 0,75%. O investimento caiu nos últimos três trimestres e irá manter-se fraco com incertezas sobre Brexit.

Banco de Inglaterra, Londres

ANDY RAIN/EPA

A Comissão de Política Monetária do Banco de Inglaterra decidiu por unanimidade manter a taxa de juro em 0,75%, anunciou esta quinta-feira a instituição, que alertou para o aumento “considerável” das incertezas sobre o “Brexit”.

A manutenção da política monetária pelo banco central britânico era largamente esperada pelos mercados. O Banco de Inglaterra só aumentou a sua taxa de juro diretora e de referência este ano, em agosto quando a subiu de 0,5% para os atuais 0,75%, o nível mais alto desde março de 2009.

Em comunicado, o Banco de Inglaterra sublinha que “as incertezas sobre o ‘Brexit’ aumentaram de forma considerável desde a última reunião da Comissão” há sete semanas. “O investimento caiu em cada um dos últimos três trimestres e vai provavelmente manter-se fraco a curto prazo”, sublinhou o banco central, considerando que “a nova intensificação das incertezas em torno do ‘Brexit’, juntamente com uma desaceleração da economia mundial, também pesa sobre as perspetivas de curto prazo” para o Reino Unido.

A menos de cem dias do “Brexit”, o Reino Unido vai iniciar a pausa parlamentar de Natal sem acordo de saída e em plena confusão sobre os desenvolvimentos que se seguirão ao processo de divórcio com a União Europeia. Incapaz de encontrar uma maioria parlamentar para aprovar o acordo negociado com Bruxelas, a primeira-ministra britânica, Theresa May, adiou para janeiro a votação no parlamento do projeto de acordo, inicialmente prevista para 11 de dezembro. Contudo, nada faz prever que os deputados mudem de opinião até janeiro e a perspetiva de uma saída sem acordo parece cada vez mais próxima.

O Banco de Inglaterra também sublinhou um contexto económico internacional incerto, numa altura em que as inquietações sobre uma desaceleração do crescimento mundial estão mais presentes. “O declínio do preço do petróleo, que caiu mais de 35% desde o início de outubro, significa que a inflação vai provavelmente cair, nos próximos meses, para níveis abaixo dos 2%”, o objetivo do Banco de Inglaterra, sublinhou a instituição.

Em novembro, a inflação homóloga já desacelerou para 2,3%, o ritmo mais fraco desde o início de 2017, contra 2,4% em outubro, anunciou na quarta-feira a agência de estatística. Os membros da Comissão de Política Monetária também decidiram por unanimidade manter o programa de compra de ativos.

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