A energia eléctrica apresenta uma série de vantagens, e uma delas consiste no facto de qualquer um a poder produzir. Não é necessário importar petróleo do outro lado do globo e refiná-lo, construir barragens imensas e fazer cair água em cima de um gerador, ou criar moinhos de vento modernos que produzam electricidade. Basta forrar o telhado com painéis solares, que estão cada vez mais baratos e eficientes, e depois armazenar a energia por eles gerada para utilização à medida das necessidades.

É exactamente isto que a Nissan se propõe fazer na Holanda, onde decidiu montar “apenas” 9.000 painéis solares no topo de um telhado. É claro que não foi um telhado qualquer, mas sim o da Nissan Motors Parts Center (NMPC), em Amesterdão, capaz de produzir energia suficiente para satisfazer as necessidades de 900 habitações. E isto equivale a uma poupança de 1,17 milhões de quilogramas de CO2.

É claro que o telhado da Nissan, capaz de gerar 2,7 milhões de kWh de electricidade por ano, não vai servir para alimentar residências de holandeses. Vai, isso sim, cobrir 70% das necessidades energéticas da NMPC, o que por um lado reduz os custos para a marca japonesa, mas por outro beneficia o ambiente, o que é excelente.

Se isto é bom para a Nissan, como poderia ser para a maioria dos fabricantes – que é pena não aderirem de forma mais voluntária ao conceito –, seria igualmente bom para os cidadãos que pudessem instalar painéis solares nos telhados e usufruir da energia por eles gerada. Pena é que esta solução não seja devidamente incentivada, junto da população geral.