Ordem dos Enfermeiros

Ordem dos Enfermeiros reitera que não abdica da categoria de especialista

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Após reunião com a ministra da Saúde, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros reafirma que não abdica da categoria de enfermeiro especialista e admite que "o Governo está a caminhar na direção" certa.

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, reuniu esta quarta-feira com a Ministra da Saúde

Inácio Rosa/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Ordem dos Enfermeiros (OE) reiterou esta quarta-feira que não abdica da categoria de enfermeiro especialista na carreira, assinalando que a falta de reconhecimento pelo Governo pode ser preconceituosa.

A posição foi manifestada aos jornalistas pela bastonária da OE, Ana Rita Cavaco, após uma reunião com a ministra da Saúde, Marta Temido.

À porta do Ministério, em Lisboa, a bastonária disse, no entanto, que “parece que o Governo está a caminhar na direção dos enfermeiros”, porque sindicatos e tutela “vão começar a conversar”.

Na terça-feira, o Ministério da Saúde anunciou que convidou os sindicatos dos enfermeiros para uma reunião na sexta-feira, à margem das negociações sobre a carreira, para uma “reflexão conjunta” sobre o setor, em especial sobre a profissão de enfermeiro.

Justificando que a carreira de enfermagem deve incluir a categoria de enfermeiro especialista, Ana Rita Cavaco afirmou, citando estudos, que os “cuidados especializados” reduzem a taxa de mortalidade, de internamento e infeções nos hospitais.

“Não reconhecer isto é levar as pessoas a pensarem que há um preconceito em relação aos enfermeiros”, sustentou.

O reconhecimento da categoria de enfermeiro especialista na carreira é um dos pontos na origem de uma greve dos enfermeiros nos blocos operatórios de cinco hospitais, que decorre até ao fim do ano e já levou, de acordo com a OE, ao adiamento de mais de sete mil cirurgias.

A reunião entre a ministra da Saúde e a bastonária da Ordem dos Enfermeiros decorreu no dia em que o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, o mais representativo dos enfermeiros mas que não está vinculado à ‘greve cirúrgica’, anunciou uma paralisação de quatro dias para janeiro pela progressão na carreira.

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