Fitch

Fitch mantém rating de Angola em ‘B’ com Perspetiva de Evolução Estável

A agência Fitch antecipa uma recessão de 0,1% este ano e crescimento de 2,5% em 2019, antevendo uma maior consolidação orçamental em 2019 e 2020, através da implementação do IVA em junho de 2019.

Edifício da agência de notação financeira Fitch

JUSTIN LANE/EPA

A agência de notação financeira Fitch decidiu esta sexta-feira manter o rating de Angola em B, com Perspetiva de Evolução Estável, antecipando uma recessão de 0,1% este ano e crescimento de 2,5% em 2019.

De acordo com a agência de notação financeira, a nota B, abaixo da recomendação de investimento, ou “lixo”, como é normalmente conhecida, “reflete o nível diminuído de reservas orçamentais e externas, o elevado fardo da dívida pública e as frequentes revisões em baixa do PIB”.

Na nota colocada no site desta agência de rating, explica-se que estas avaliações negativas são “contrabalançadas pelas substanciais reservas de receita em moeda externa oriundas da produção de hidrocarbonetos, a capacidade do Governo em fazer significativos ajustes orçamentais, e o recente programa com o Fundo Monetário Internacional”.

A Fitch antevê que exista “mais consolidação orçamental em 2019 e 2020, através da implementação do IVA em junho de 2019”, acrescentando que “esta consolidação adicional vai ajudar a reduzir o grande nível de dívida pública e de dívida garantida pelo Estado”, que os analistas da agência de rating estimam chegar a 81% do PIB este ano, face aos 65% em 2017.

A economia de Angola, refere a agência de notação, “teve em 2018 um desempenho abaixo das expectativas, já que a produção de petróleo caiu e o Governo cortou na despesa pública”, o que explica a previsão da Fitch de recessão de 0,1% este ano e um crescimento de 2,5% em 2019, motivado pelo “pequeno aumento da produção de petróleo e gás em 2019”.

A agência Fitch “espera que o crescimento do PIB seja, em média, de 3% a médio prazo, mas acredita que a economia de Angola vai continuar a ser sustentada pela produção de hidrocarbonetos e pela despesa pública no futuro previsível, o que deixa o país vulnerável aos riscos de preços petrolíferos e, a longo prazo, a descidas nos níveis de produção”.

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