O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, considerou esta sexta-feira modesto e abaixo do potencial o crescimento da economia moçambicana, que até setembro deste ano se situava em torno de 3,2%, num 2018 marcado pela consolidação da estabilidade macroeconómica.

“Estamos certos de que a atual postura de redução das taxas de juro, no âmbito da gestão da política monetária, tem contribuído para que a atividade económica mantenha algum dinamismo, embora o Produto Interno Bruto continue a crescer de forma moderada e abaixo do seu potencial”, declarou Rogério Zandamela, falando no encerramento do Ano Económico do Banco de Moçambique.

A subida que o Produto Interno Bruto (PIB) registou até ao terceiro trimestre deste ano é cerca de duas vezes mais que o aumento observado no trimestre homólogo do ano passado, acrescentou Zandamela. O ano prestes a findar, prosseguiu, foi caracterizado pela consolidação da estabilidade macroeconómica iniciada em 2017, após as fortes medidas tomadas em 2016.

A inflação estabilizou em níveis abaixo de 5% ao longo de todo o ano e a taxa de juro de referência baixou para os atuais 14,25%, depois de o Banco de Moçambique ter intervindo por cinco vezes, para “sinalizar aos bancos comerciais que a economia apresenta condições para a redução das taxas de juro de crédito”, frisou o dirigente máximo do banco central.

Em 2018, a economia moçambicana confirmou os sinais de retorno à estabilidade, traduzindo-se numa maior procura de importações, que até setembro deste ano aumentaram em relação ao período homólogo de 2017 em 730 milhões de dólares (cerca de 649 milhões de euros) e as exportações subiram 410 milhões de dólares (359 milhões de dólares).

O salvo de reservas internacionais brutas manteve-se acima de três mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros), o suficiente para cobrir cerca de sete meses de importações de bens e serviços.