Rádio Observador

Moçambique

Governo moçambicano vai rever plano de exploração da Eni e da ExxonMobil no norte do país

Moçambique tem 9 meses para rever o plano de exploração do consórcio liderado pela ENI e pela ExxonMobil para a exploração de gás na bacia do Rovuma, já que as empresas apresentaram um novo plano.

A devolução do plano de exploração surge porque parte dos requisitos não estão "devidamente apresentados" no documento, explicou o responsável

LARRY W. SMITH/EPA

O Governo moçambicano está a rever o plano de desenvolvimento do consórcio liderado pelas multinacionais Eni e ExxonMobil para exploração de gás na bacia do Rovuma, a norte do país, informou o Instituto Nacional de Petróleos (INP).

“A empresa [o consórcio] apresentou um plano mais atualizado e de acordo com a lei, o Governo tem nove meses para avaliar o plano”, disse Carlos Zacarias, presidente do conselho de administração do INP, em entrevista ao canal televisivo STV.

A devolução do plano de exploração surge porque parte dos requisitos não estão “devidamente apresentados” no documento, explicou o responsável.

“O plano contempla recursos que devem ser unificados. É um recurso que se encontra em duas áreas”, acrescentou.

De acordo com os dados, o projeto Rovuma LNG das jazidas Mamba deverá produzir 15,2 milhões de toneladas por ano.

A bacia do Rovuma está localizada em alto mar, ao largo da costa da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, a cerca de 1.500 quilómetros da capital, Maputo, junto à fronteira com a Tanzânia.

A ExxonMobil vai liderar a construção e operação das unidades de liquefação e infraestruturas associadas, em terra, enquanto a Eni irá liderar a construção e operação das infraestruturas ‘upstream’, ou seja, de extração do gás dos depósitos subterrâneos (jazidas), debaixo do fundo do mar, até à superfície, para depois ser conduzido até à fábrica.

A decisão final de investimento do projeto Rovuma LNG da Área 4 está marcada para 2019.

O projeto Rovuma LNG é operado pela Mozambique Rovuma Venture, uma ‘joint venture’ cujos acionistas são a ExxonMobil, Eni e CNODC – China National Oil and Gas Exploration and Development Corporation que, conjuntamente, detêm uma participação de 70% por cento na concessão da Área 4, cabendo três parcelas de 10% à coreana Kogas, Galp Energia e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique.

Este é o segundo projeto anunciado para exploração e liquefação de gás natural na Área 4.

O consórcio anunciou há um ano a decisão final de investimento para explorar a zona sul dos depósitos de gás Coral – descobertos dentro da mesma Área 4 – num projeto que consiste numa plataforma flutuante (que está a ser construída) capaz de captar, liquefazer e exportar o gás para cargueiros.

O projeto Coral Sul deverá começar a produzir a partir de 2022 ao ritmo de 3,4 milhões de toneladas por ano, enquanto o projeto Rovuma LNG com gás extraído da zona Mamba deverá arrancar em 2024 com capacidade para fornecer 4,5 vezes mais, em simultâneo.

Em paralelo, um outro consórcio vai explorar a Área 1 da bacia do Rovuma, liderado pela petrolífera norte-americana Anadarko.

O plano de desenvolvimento do consórcio da Área 1 foi aprovado pelo Governo moçambicano em fevereiro para a península de Afungi, distrito de Palma, na província de Cabo Delgado.

Junto à vila de Palma – já chamada de futura cidade do gás -, estão a avançar obras para instalação de uma fábrica de liquefação de gás e infraestruturas associadas com capacidade para exportar 12 milhões de toneladas por ano.

A decisão final de investimento do consórcio da Área 1 é também esperada para 2019.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)