O ex-diretor do Museu de Serralves João Ribas, que saiu em confronto com a administração na sequência do caso Mapplethorpe, foi o candidato mais bem classificado para comissariar a representação de Portugal na Bienal de Arte de Veneza 2019, segundo os resultados publicados esta sexta-feira pela Direção-Geral das Artes (DGArtes).

Com data de 20 de dezembro, a decisão final coloca João Ribas com uma pontuação final de 96,95%, 11 pontos acima dos segundos classificados, João Laia e Pedro Barateiro. O projeto de João Ribas apresenta a artista plástica portuguesa Leonor Antunes, que vive e trabalha entre Berlim e Lisboa, para representar Portugal na próxima Bienal de Arte de Veneza.

Os outros curadores que “manifestaram disponibilidade para aceitar o convite” a este concurso eram, segundo a Direção-Geral das Artes, Emília Tavares, Filipa Oliveira, João Laia, João Silvério, Leonor Nazaré, Marta Mestre, Sara Antónia Matos e Nuno Faria, que recorreu da exclusão inicial e acabou por ficar em penúltimo lugar na classificação.

O júri foi constituído por Nuno Moura (DGArtes), Cristina Góis Amorim (AICEP), Catarina Rosendo (historiadora de arte), Jürgen Bock e Sérgio Mah, curadores responsáveis por participações portuguesas em edições anteriores da Bienal de Veneza.

Esta é a primeira vez que o representante português na Bienal de Arte de Veneza é escolhido por concurso, o que já aconteceu na escolha da participação nacional da Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano.

Em 2017, Portugal foi representado na Bienal de Arte de Veneza pelo escultor José Pedro Croft, por proposta do curador e comissário João Pinharanda.

A 58.ª Exposição Internacional de Arte vai decorrer entre 11 de maio e 24 de novembro de 2019 em Veneza, com curadoria do britânico Ralph Rugoff, director da Hayward Gallery, em Londres, e terá como tema “Tempos Interessantes”.