Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo pede consensos políticos básicos em áreas como saúde ou justiça

O Presidente da República defendeu que os políticos devem encontrar consensos em áreas chave e criticou as mudanças cíclicas na justiça ou na saúde, conforme os governos sejam de direita ou esquerda.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, discursa no 6.º Encontro Anual do Conselho da Diáspora Portuguesa, realizado em Cascais

TIAGO PETINGA/LUSA

O Presidente da República defendeu esta sexta-feira que os políticos devem encontrar consensos básicos em áreas chave da governação e criticou as mudanças cíclicas na justiça ou na saúde, conforme os governos sejam de direita ou esquerda. O aviso foi deixado por Marcelo Rebelo de Sousa no encerramento do Conselho da Diáspora Portuguesa, no Palácio da Cidadela, em Cascais, em que fez uma análise ao estado do Mundo, da Europa e do país.

Marcelo afirmou que, para desenvolver o país e evitar problemas com políticos, “deve haver consensos básicos naquilo que deve ser duradouro”, em áreas como a saúde, justiça ou educação. “Não se pode rever o sistema de justiça em todos os governos, não se deveria rever o sistema de saúde todos os governos”, exemplificou Rebelo de Sousa, dizendo que estas políticas não deveriam variar conforme os executivos sejam de direita ou de esquerda.

Para o Presidente, que discursou para uma plateia onde estava o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, “deve haver naturalmente entendimentos”. “Não se quer chamar consensos, chame-se acordos, entendimento, aproximação de pontos de vista”, ironizou Marcelo Rebelo de Sousa, para quem, ao mesmo tempo, é preciso que existam “alternativas claras” de governação na hora de os cidadãos irem votar.

Se “não há alternativas claras, há um vazio” que pode não ser ocupado por forças políticas e sociais do sistema e ser ocupado por “novas realidades vindas fora do sistema”, avisou Marcelo, numa referência, sem as nomear, às forças populistas ou de extrema-direita, em ascensão na Europa. São os partidos e as forças sociais portugueses já existentes que, aconselhou, se devem reajustar e dar resposta aos problemas colocados pelos cidadãos.

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