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Um homem morreu esta sexta-feira em Perpignan, França, depois de o carro onde seguia ter chocado contra um camião que estava parado junto às portagens de uma autoestrada. O camião estava ali parado por causa de um bloqueio promovido pelos “Coletes Amarelos”, que continuam a mobilização este sábado.

O acidente aconteceu na noite de sexta-feira, junto às portagens de uma autoestrada em Perpignan, segundo explicou à Agência France-Press (AFP) o procurador local, Jean-Jacques Fagni. O condutor, de 36 anos, seguia no seu carro para entrar na A9 quando terá embatido num camião que estava parado junto às paragens, por não conseguir passar devido a um bloqueio dos “Coletes”. Foi retirado do carro por três dos manifestantes, mas acabou por morrer pouco depois.

Em declarações à BFMTV, o procurador Fagni destacou que o motorista do camião “permaneceu no local e esperou pela chegada da polícia”, mas que a maioria dos “Coletes” abandonaram rapidamente o local. A exceção, diz, foram “duas ou três mulheres com coletes amarelos” que ali permaneceram até a polícia chegar.

Movimento espontâneo ou peão de partidos extremistas? Quem são os “Coletes Amarelos”

Esta é a décima morte relacionada com a onda de protestos dos “Coletes Amarelos” que tem abalado França. Inicialmente convocadas pelo aumento do imposto sobre os combustíveis, as manifestações têm-se repetido todos os sábados e as reivindicações do grupo evoluíram entretanto, tendo os protestos sido marcados por vários episódios de violência e centenas de detenções. Em resposta, o Presidente Emmanuel Macron anunciou um aumento do salário mínimo.

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Este sábado, a polícia francesa mobilizou um novo contingente para as manifestações marcadas para Paris, mas a mobilização parece ter diminuído bastante. De acordo com a AFP, por volta das 10h da manhã (9h em Lisboa) apenas vinte “Coletes Amarelos” estavam no topo da Avenida dos Champs-Elysees. A fraca mobilização fez com que, ao contrário do que aconteceu nos últimos fins-de-semana, o trânsito na avenida não tenha sido cortado. Apenas as lojas de luxo decidiram não abrir portas.