O Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) garantiu este domingo que “está completa” a escala de urgência no serviço de Ginecologia e Obstetrícia durante as festividades de Natal, nos hospitais de Faro e de Portimão.

“A escala de Urgência de Ginecologia/Obstetrícia nos próximos dias festivos, assim como nos restantes dias do mês, está completa, tanto na unidade de Faro como na unidade de Portimão”, assegurou o CHUA num comunicado, depois de o presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, ter alertado para as “alegadas deficiências” desse serviço na época natalícia.

A mesma fonte lamentou não ter sido previamente contactada pelo autarca de Faro e considerou que, se isso tivesse acontecido, “seria evitada a difusão de informações não fundamentadas que só contribuem para causar alarme junto da população”. O CHUA manifestou ainda a sua disponibilidade para “responder às preocupações do sr. presidente da Câmara Municipal de Faro, assim como de todos os autarcas da região, sobre a instituição e a prestação de cuidados de saúde à população algarvia”.

Rogério Bacalhau tinha feito o alerta sobre as alegadas deficiências no serviço em Faro num correio eletrónico dirigido à ministra da Saúde, Marta Temido, divulgado este domingo pelo município e no qual o autarca mostrava a sua preocupação por a única unidade neonatal diferenciada existente no Algarve, no hospital de Faro, “estar a funcionar com um ou sem nenhum elemento escalado, quando deveriam estar quatro” em cada turno.

Câmara de Faro alerta para “deficiências” na ginecologia obstetrícia do Algarve no Natal

Depois de o CHUA ter garantido que tem as escalas completas, a autarquia de Faro divulgou um novo comunicado a indicar que recebeu “informação de que os principais constrangimentos atravessados pelo Serviço de Ginecologia/Obstetrícia do CHUA”, em Faro, já “estarão resolvidos”.

“Em particular, parece ultrapassado o impasse na constituição das escalas que fazia perigar a capacidade de resposta do serviço nesta quadra festiva”, precisou a autarquia algarvia, pedindo para ser considerada “sem efeito” a nota de imprensa divulgada antes a dar conta do correio eletrónico dirigido à ministra.