Os nossos colegas da Autobild avançam que, em 2022, a Volkswagen planeia apresentar um rival para o Defender, Land Rover que será apresentado já no próximo ano, e também para o novo Mercedes Classe G. Mas o construtor alemão não tenciona desafiar duas das mais respeitadas propostas em matéria de todo-o-terreno pela via convencional. Na calha estará um todo-o-terreno eléctrico, conhecido internamente pelo nome de código T-Rug.

Significa isto que, apesar de recorrer à plataforma concebida especificamente para a nova família de eléctricos da Volkswagen, a MEB, não se espera que o jipe alemão venha a engrossar a lista de nomenclaturas I.D. – hoje em dia já extensa, com o I.D. Neo, que chega ao mercado em 2020, I.D. Crozz, I.D. Vizzion, I.D. Buzz e I.D. Lounge, aguardado no Salão de Xangai.

Não é seguro avançar as datas de lançamento no mercado de cada um destes modelos eléctricos, pois o Neo – o primeiro da nova vaga – foi adiado para 2020, precisamente o ano em que estava originalmente prevista a chegada do Crozz e do Pão de Forma eléctrico (Buzz). Porém, como as notícias mais recentes sugerem que a marca deverá apressar a sua viragem para a mobilidade eléctrica, para conseguir cumprir as novas normas europeias mais restritivas no limite de emissões, pode ser que o atraso do compacto eléctrico não afecte o lançamento dos restantes modelos da gama I.D. Se assim for, em 2022 será o ano em que a marca lançará um rival para o Tesla Model X e um outro destinado a combater os icónicos Land Rover Defender e Mercedes Classe G.

Com uma designação que recupera a linha inaugurada com o “português” T-Roc, seguida pelo T-Cross, o T-Rug será proposto com carroçaria de duas e de quatro portas, medindo respectivamente 4,5 metros de comprimento e cerca de 4,8, pelo que a mais curta acomodará cinco passageiros e a maior oferece lugar para sete ocupantes, possuindo uma terceira fila de bancos com espaço para mais dois.

Em termos de motorizações, nada se sabe, excepto que o T-Rug montará um motor por eixo, para assegurar a devida tracção às quatro rodas motrizes. Quanto à autonomia, e atendendo a que se trata de uma proposta ainda distante no tempo, há que esperar mais de 500 km de alcance com uma só carga, pelo que as baterias devem ter no mínimo uma capacidade de 111 kWh.