As autoridades indonésias elevaram esta terça-feira para 420 o número de mortos na sequência do tsunami que atingiu no sábado a Indonésia, onde continuam em marcha as operações de resgate para encontrar 128 desaparecidos.

O último balanço das autoridades apontava para 373 mortos e 1.459 feridos. Milhares de pessoas ficaram sem casa.

O tsunami ocorreu no sábado à noite, no Estreito de Sunda, entre as ilhas de Java e Sumatra. Os cientistas acreditam que foi provocado pelo deslizamento submarino de terra, causado pela erupção do vulcão Anak Krakatau.

Como não houve um terramoto antes, não originou alertas. Por outro lado, as autoridades confundiram inicialmente o tsunami com uma maré crescente e chegaram a apelar à população para não entrar em pânico.

“Foi um erro, sentimos muito”, escreveu na rede social Twitter o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho.

A Associação Médica Indonésia deu conta de que está a enviar mais médicos e equipamentos para o terreno e que muitos dos feridos precisam de tratamento especializado nas áreas de ortopedia e neurocirurgia.

A mesma entidade revelou que a maioria dos pacientes reside na Indonésia.

Este foi o segundo tsunami a atingir a Indonésia este ano, mas o que atingiu a ilha de Celebes em 28 de setembro, em que morreram mais de 1.200 pessoas, foi acompanhado de um forte terramoto.

A Indonésia é o quarto país em número de habitantes e também um dos mais castigados por desastres naturais.

A localização geográfica da Indonésia, no Anel de Fogo do Pacífico, e o número de vulcões ativos no país, mais de cem, tornam a nação propensa a grande atividade sísmica.

O pior tsunami na Indonésia aconteceu em 26 de dezembro de 2004 no norte de Samatra e causou cerca de 230 mil mortes numa dezena de países banhados pelo Oceano Índico, dos quais 168 mil em território indonésio.