Segundo a CNN, o Governo sul-coreano vai aplicar uma multa à BMW de 11,2 mil milhões de wons, cerca de 8,7 milhões de euros, devido às dezenas de incêndios em carros da marca motivados por deficiência no sistema de recirculação de gases de escape. Contudo, alerta o ministro do território, o Governo irá de seguida enviar o processo para o procurador público, que decidirá se há matéria para futuros processos em tribunal.

A crise da BMW na Coreia do Sul começou no passado Verão, quando uma série de veículos da marca arderam sem motivo aparente. Mais tarde, e depois das averiguações dos técnicos alemães, concluiu-se que a origem do fogo estava relacionada com uma fuga no sistema de recirculação de gases de escape, que permitia que óleo caísse sobre o colector de escape. A investigação paralela ordenada pelo Governo apurou que o construtor tentou esconder durante algum tempo o problema, atrasando a chamada às oficinas dos 172.000 veículos envolvidos.

A BMW responde a esta acusação afirmando que ordenou o recall assim que as origens do problema foram conhecidas, recusando ainda que exista algum problema de concepção no seu sistema de tratamentos dos gases de escape, para reduzir as emissões, ao contrário do que afirma o ministro dos Transportes.

Dos cerca de 50 veículos que arderam, por motivos relacionados com esta situação, nenhum provocou danos físicos ou mortes, sendo que o Governo se viu obrigado a proibir a circulação dos veículos incluídos no recall da BMW, cujos proprietários tardavam em visitar a oficina da marca para reparar a fuga.

Existiram igualmente veículos com esta deficiência comercializados em Portugal, estando já os modelos devidamente identificados e os condutores avisados da necessidade de proceder à substituição da peça defeituosa. Não são conhecidos casos de incêndios dos BMW comercializados entre nós.