O sol, mais precisamente a sua radiação ultravioleta, é dramático para os automóveis. Antes de mais, acelera o processo de envelhecimento da pintura, dos plásticos e das borrachas utilizadas, degradando-os mais do que é aceitável para os seus proprietários, que gostam de ter um veículo com aspecto de novo, mesmo passados cinco ou mais anos.

À semelhança de outros construtores, também a Nissan verifica habitualmente a resistência dos seus veículos à degradação pela acção do tempo. E, aqui, o sol é um dos principais intervenientes, mas não o único, pois também o sal e as chuvas ácidas têm um papel preponderante na degradação do aspecto do veículo.

Para tal, os fabricantes possuem um equipamento com uma lâmpada de xénon com 4.000 watts de potência, ao centro, em redor da qual está colocada, numa estrutura giratória, uma centena de suportes. Nestes é possível montar amostras da pintura, dos diferentes tipos de plástico e das várias qualidades de borrachas usadas no veículo, sendo que outra amostra idêntica é guardada, longe da luz, para que passados uns meses expostas ao sol artificial seja possível analisar a degradação.

Este processo permite apressar a degradação das peças dos veículos, reduzindo em cerca de 50% o tempo necessário, pois ali nunca é noite. E caso se encontrem algumas peças com deterioração excessiva face ao previsto, provenientes de fornecedores, é sempre possível trocar a peça defeituosa do carro do cliente ainda antes de este notar que determinado plástico ou borracha estava a envelhecer mais rapidamente do que o previsto.