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Greve

Trabalhadores dos impostos iniciam greve contra atraso na negociação das carreiras

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Os trabalhadores dos impostos iniciam esta quarta-feira uma greve que se prolonga até dia 31 de dezembro. A greve vai afetar aeroportos, serviços de finanças e alfândegas.

Os trabalhadores reivindicam o atraso nas negociações das carreiras com o Governo

Miguel A.Lopes/LUSA

Os trabalhadores dos impostos e das alfândegas iniciam esta quarta-feira uma greve, que se prolonga até 31 de dezembro, contra o atraso verificado na negociação das carreiras com o Governo, prevendo impactos nos aeroportos, finanças e portos.

“O principal motivo [da paralisação] tem a ver com o não andamento das negociações relativamente à carreira. Há cerca de um mês e meio que o secretário de Estado [dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes] nos enviou um documento e nós remetemos uma contraproposta”, disse, na sexta-feira, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha, em declarações à Lusa.

De acordo com o sindicalista, o Governo ainda não apresentou uma resposta, tendo os trabalhadores, por isso, decidido manifestar o seu descontentamento.

Paulo Ralha explicou, na altura, que o atraso se deve ao facto de o documento em causa ter que passar pelas secretarias de Estado do Emprego Público e do Orçamento, ressalvando que os trabalhadores já esperaram “demasiado tempo” e que “estes passos já poderiam ter sido todos dados, se houvesse outra vontade do Governo em desbloquear a situação”.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos indicou ainda que a greve deverá ter impactos no serviço de reembolsos do IVA nos aeroportos, no desalfandegamento de algumas mercadorias nos portos e no atendimento dos contribuintes nos serviços das finanças.

“Terá impactos também na atividade económica, nomeadamente, no que diz respeito a empresas com planos de pagamento em curso […], em que não sendo efetuado o pagamento na data certa, cai a penhora automática e podem ver congeladas as contas bancárias ou outros bens”, acrescentou.

Apesar de não avançar com uma previsão de adesão, o responsável sindical afirmou que, entre os 10.500 trabalhadores do setor, “há muita vontade de fazer greve e de manifestar essa indignação”. Paulo Ralha adiantou ainda que estão previstas novas formas de luta, a anunciar caso o Governo não dê resposta aos trabalhadores.

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