Espanha

Navio Open Arms chegou e tem crianças que fogem da guerra na Somália e na Síria

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O diretor do programa Save The Children anunciou que alguns dos menores do navio Open Arms, que atracou esta sexta-feira no porto de Crinavis, são crianças da Somália e da Síria que fogem da guerra.

O navio "Open Arms" chegou a Espanha por volta das 8h30, depois de o Governo ter autorizado o desembarque

A.Carrasco Ragel/EPA

Alguns dos menores que viajaram no navio “Open Arms”, da organização Proactiva, que esta sexta-feira chegou ao porto de Crinavis, em San Roque (Cádis), são crianças que fogem da guerra na Somália e na Síria, segundo a Save The Children.

Em declarações aos jornalistas junto às instalações de Crinavis, o diretor do programa para a Espanha da organização Save The Children, Vicente Raimundo, afirmou que há menores “que vêm de países em guerra, como a Somália ou a Síria, e cujas famílias escaparam de situações de fome”.

O navio “Open Arms” chegou cerca das 8h30 ao porto de Crinavis, na Baía de Algeciras, depois de o Governo ter autorizado o desembarque. A bordo estão mais de 300 imigrantes que foram resgatados no Mediterrâneo.

O barco atracou no porto de Crinavis, um estaleiro localizado no município vizinho de São Roque e onde foi instalado, em agosto último, o Centro de Assistência Temporária para Estrangeiros (CATE), que é o destino final dos resgatados.

O Governo de Pedro Sánchez autorizou o barco a entrar em águas territoriais espanholas depois de o navio ter recolhido, há uma semana, em águas líbias, mais de 300 pessoas, das quais 139 são menores, e após a recusa ou falta de resposta dos portos mais próximos.

Vicente Raimundo afirmou que, embora o processo de identificação seja realizado caso a caso, é provável que sejam 139 os menores que viajaram no navio, um número fornecido pela Organização Não Governamental (ONG) Proactiva Open Arms.

O responsável da Save The Children disse que muitos dos casos identificados “passaram pela Líbia e, de acordo com as Nações Unidas, todos os migrantes que estão na Líbia passam por situações terríveis, uma vez que o sistema de receção, proteção e resgate neste país deixa muito a desejar”.

“Em todos os casos”, disse o representante da Save The Children, “estamos perante histórias realmente horríveis”.

Depois de um primeiro atendimento de saúde médico feito por voluntários da Cruz Vermelha, as ONG envolvidas no processo passarão as próximas 72 horas a definir o estado de cada um dos imigrantes, dependendo de sua nacionalidade, idade e se foram ou não vítimas de tráfico de seres humanos.

Segundo acrescentou Vicente Raimundo, trata-se de um dispositivo de intervenção que “não difere de outros que temos feito aqui há quase um ano”, relativamente ao atendimento de imigrantes resgatados regularmente no Estreito de Gibraltar.

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