As forças de segurança egípcias mataram 40 pessoas suspeitas de terrorismo em rusgas policiais em Gizé e Sinai este sábado, noticia a CNN citando meios de comunicação locais. O ministro do Interior confirmou os raids e disse que resultaram de uma caça a três pessoas suspeitas de estarem a planear ataques durante a quadra natalícia. A operação aconteceu um dia depois de quatro pessoas terem morrido, quando uma bomba explodiu junto a uma estrada e atingiu um autocarro de turismo em Gizé.

Explosão em autocarro turístico no Cairo fez pelo menos quatro mortos e 10 feridos

De acordo com o jornal digital egípcio Al-Ahram, as autoridades encontraram “quantidades significativas” de munições, armas e dispositivos explosivos improvisados. Um comunicado do governo disse que as rusgas policiais foram “uma continuação dos esforços do ministério em perseguir elementos terroristas envolvidos na implementação de operações hostis que buscam desestabilizar a segurança do país”.

O comunicado também informa que “o setor de segurança nacional” teve conhecimento da “preparação e planeamento de uma série de ataques terroristas contra as instituições do Estado. Entre essas instituições estavam as ligadas à economia, à indústria do turismo, às forças armadas, à polícia e às casas de culto cristãs.

Entre as vítimas mortais do ataque de sexta-feira estão três turistas vietnamitas e um guia turístico natural da Arábia Saudita. Os quatro morreram quando o autocarro emq ue seguiam, numa estrada do centro turístico de Gizé, foi atingido por uma bomba artesanal montada junto a um muro na rua El-Maryoutiya. Outras dez pessoas ficaram feridas na sequência do acidente. Nenhum grupo terrorista reivindicou a autoria do ataque até ao momento.