O presidente da Comissão Europeia recordou este domingo a assinatura do tratado de Maastricht, que lançou a base para a moeda única, como a mais importante da sua vida, enquanto Donald Tusk equiparou o nascimento do euro à reunificação da Alemanha.

O 20.º aniversário do euro, ‘nascido’ em 01 de janeiro de 1999, foi o mote que uniu os presidentes das instituições europeias numa ode à moeda única, unanimemente considerada por Jean-Claude Juncker, Donald Tusk e Antonio Tajani como um fator agregador na União Europeia.

Na viagem pela memória do euro, as recordações mais profundas pertencem ao presidente da Comissão Europeia que, citado em comunicado, lembra ser “um dos últimos signatários do Tratado de Maastricht ainda politicamente ativo”.

“Recordo-me das negociações difíceis e marcantes que precederam o lançamento da União Económica e Monetária. Acima de tudo, relembro a profunda convicção de que estávamos a inaugurar um novo capítulo da nossa história comum. Um capítulo que definiria o papel da Europa no mundo e o futuro de todos os nossos cidadãos”, assume Jean-Claude Juncker.

O político luxemburguês, à data ministro das Finanças do seu país, foi um dos ‘arquitetos’ do Tratado de Maastricht (1992), tendo escrito largas passagens relativas à União Económica e Monetária do ‘rascunho’ do tratado que fundou a União Europeia e tendo sido um dos subscritores do mesmo.

“20 anos mais tarde, estou convencido de que aquela assinatura foi a mais importante da minha vida. O euro tornou-se um símbolo de união, de soberania e estabilidade. Proporciona prosperidade e proteção aos nossos cidadãos e devemos assegurar que continuará a fazê-lo. É por isso que desenvolvemos grandes esforços para completar a União Económica e Monetária e dinamizar ainda mais o papel internacional do euro”, enfatiza.

Embora não se esqueça de mencionar a importância de, num mundo em permanente devir, continuar a modernizar e reforçar a União Económica e Monetária, o presidente do Conselho Europeu centra a sua atenção no passado, considerando que a criação do euro há 20 anos foi “um momento charneira na história da Europa”, equiparável à “libertação da Europa Central e de Leste e à reunificação da Alemanha”.

“Desde então, a nossa moeda amadureceu para tornar-se um poderoso meio de expressão da UE enquanto força política e económica no Mundo. Apesar das crises, o euro mostrou ser resiliente e os oito Estados-membros que se juntaram aos fundadores beneficiaram das suas vantagens”, argumenta Tusk.

Lançado em 01 de janeiro de 1999, o euro tornou-se a moeda oficial de 11 Estados-membros (Portugal, Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália e Luxemburgo). A Grécia juntou-se-lhes em 2001, e posteriormente Chipre, Estónia, Letónia, Lituânia, Malta, Eslováquia e Eslovénia também adotaram a moeda única.

“O euro é hoje mais apreciado do que nunca. […] De modo a que os europeus possam retirar plenamente partido dos empregos, do crescimento e da solidariedade que a moeda única deve proporcionar, é necessário concluir a nossa União Económica e Monetária”, insiste o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, no comunicado.