A oposição do Bangladesh rejeitou os resultados parciais das eleições legislativas deste domingo, que deram uma larga vitória à primeira-ministra Sheikh Hasina, e exigiu a realização de novas eleições.

“Apelamos à comissão eleitoral para que anule imediatamente os resultados”, declarou o líder da oposição, Kamal Hossain, aos jornalistas. “Exigimos a realização de novas eleições o quanto antes, por um governo neutro”, acrescentou.

A primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, é a grande vencedora das eleições parlamentares de hoje, segundo os resultados parciais avançados por um canal de televisão.

Até ao momento o seu partido já conquistou 29 dos 300 assentos no Parlamento, ao passo que nenhum lugar foi ainda ocupado pela oposição, anunciou o Canal 24, que compila os resultados do escrutínio em todo o território.

À frente do governo há dez anos, Sheikh Hasina, de 71 anos, está prestes a ver renovado o seu quarto mandato.

A votação, que terminou às 16:00 (10:00 TMG), foi marcada por violentos confrontos entre partidários de formações políticas rivais, com a oposição a denunciar várias fraudes.

Catorze pessoas morreram em confrontos entre apoiantes da Liga Awami, no poder, e o Partido Nacionalista do Bangladesh (BNP), o principal partido da oposição, segundo o mais recente relatório da polícia.

Sheikh Hasina deve a sua popularidade a um período de forte crescimento económico, por ter livrado o país da imagem de nação miserável.

O Bangladesh também acolheu centenas de milhares de rohingyas fugidos da Birmânia.

Contudo, os seus críticos descrevem-na como uma autocrata embrionária que prendeu o seu rival Khaleda Zia e reprimiu dissidentes com prisões em massa de ativistas da oposição, desaparecimentos forçados e leis draconianas que abafam a imprensa.