Estados Unidos da América

Democrata Elizabeth Warren anuncia candidatura à Casa Branca

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A senadora é a primeira figura de peso a lançar-se numa corrida no lado dos democratas norte-americanos. Se conseguir o apoio do partido, terá pela frente Donald Trump nas eleições de 2020.

A senadora democrata Elizabeth Warren anunciou esta segunda-feira que será candidata à Casa Branca nas presidenciais de 2020. Warren toma a dianteira da corrida e é o primeiro nome de peso a lançar-se a corrida para o lugar de presidente dos Estados Unidos.

O anúncio da senadora do estado do Massachussetts chegou num vídeo, enviado por e-mail às primeiras horas da manhã da véspera de Ano Novo. A quase dois anos das próximas eleições para a Casa Branca, Elizabeth Warren diz que vai formar um “comité exploratório”, o que lhe permitirá começar a preencher lugares fulcrais no seu núcleo duro para a campanha e, também, angariar fundos para financiar a longa caminhada eleitoral.

Crítica do capitalismo desregulado e do poder concentrado nas grandes instituições bancárias, a senadora marca a primeira intervenção como candidata com um discurso em defesa da classe média norte-americana.

Passei toda a minha carreira a tentar perceber por que razão a promessa americana funciona para algumas famílias e por que é que outras, que também trabalham bastante, se desmoronam e acabam num desastre”, diz a democrata no vídeo. “O que descobri é aterrador: estas famílias não estão a desmoronar-se, estão a cair na armadilha. A classe média americana está sob ataque.”

Essa “armadilha” não é, no entanto, inevitável, defende Warren. “Nós podemos fazer com que a nossa democracia funcione para todos nós. Podemos fazer com que a economia funcione para todos nós”, acrescenta no mesmo vídeo em que se lança como o primeiro nome de peso entre os democratas a desafiar Donald Trump na sua já anunciada recandidatura ao número 1600 da Pennsylvania Avenue, em Washington.

Warren, atualmente com 69 anos, prepara-se para uma corrida que o The New York Times prevê que venha a ser repleta de candidatos com perfis muito variados — e recua a novembro deste ano para sustentar a ideia de que as eleições de 2020 deverão ser um prolongamento das eleições intercalares, em que muitas mulheres, candidatos liberais, representantes de minorias e jovens democratas conquistaram lugares no Senado nos centros estaduais de poder nos EUA.

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