Jair Bolsonaro toma posse como Presidente do Brasil esta terça-feira, dia 1. Depois de ter sido esfaqueado durante a campanha eleitoral e de ter sido alvo de várias ameaças de morte, as forças de segurança prepararam o maior dispositivo de segurança de sempre para a cerimónia. Segundo o jornal brasileiro Estadão, estarão colocados em vários pontos estratégicos da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, mais de 12 mil polícias. Além destes, muitos estarão à paisana entre a multidão.

Mas as medidas de prevenção não ficam por aqui. A polícia brasileira vai apertar no controlo da circulação e estará prevenida para qualquer ameaça. Mesmo as que possam vir pelo ar, já que estarão espalhadas pelo recinto mísseis anti-aéreos, capazes de atingir uma aeronave a 7 quilómetros de distância.

O procedimento para abater uma aeronave é rigoroso. Caso algum objeto aéreo se aproxime de forma suspeita do recinto, as forças de segurança irão estabelecer contacto via rádio para ordenar uma mudança de rota. Se o pedido não obtiver resposta ou for ignorado, serão disparados os primeiros tiros – “os de advertência”. Se a rota suspeita não se alterar, a polícia tem autorização para abater a aeronave. Existe ainda a possibilidade de derrubar um avião de imediato: em casos extremos, se a aeronave for imediatamente considerada hostil, os dois primeiros passos protocolares podem ser ultrapassados.

O ainda presidente-eleito do Brasil também estará preparado para um eventual ataque. Durante a cerimónia desta terça-feira, Bolsonaro vai estar equipado com um colete à prova de balas. Estrategicamente colocados ao longo do recinto, haverá atiradores de elite, em pontos com vista privilegiada sobre a assistência, que deve chegar às 250 mil pessoas.

São muitas as precauções, mas também há algumas incógnitas. Não se sabe ainda se Bolsonaro vai desfilar entre a multidão num carro aberto ou fechado. A decisão pode ser tomada apenas poucas horas antes do início da cerimónia. No domingo, durante o ensaio, foi usado um carro fechado.

Só se poderá aceder ao recinto a pé e depois de passar por pórticos de deteção de metais. Em redor de alguns pontos de entrada  existe uma vedação com arame farpado e lâminas, para evitar que se chegue à cerimónia contornado os detetores de metal.