Jeremy Clarkson goza de uma popularidade que se deve, sobretudo, à exposição mediática que foi conquistando primeiro com o Top Gear e, agora, com The Grand Tour – dois programas de televisão com um formato mais de entretenimento do que informação, que têm ainda em comum o facto de o mesmo trio de protagonistas (Clarkson, James May e Richard Hammond) ter transitado da BBC para a Amazon Prime. Mas se a televisão nos permite ver um Clarkson com um sentido de humor peculiar, à mistura com alguma dose de mau feitio e uma evidente queda para loucuras, também na escrita o jornalista britânico se mantém fiel a si próprio.

Na coluna que assina no Sunday Times, Clarkson ora destila críticas corrosivas, ora tece rasgados elogios com o mesmo empenho. As palavras acabam por ser resumidas graficamente, através de um esquema de atribuição de estrelas (até 5), e foi com base nessa avaliação que a publicação revelou quais os cinco melhores e piores carros de 2018, na opinião do britânico.

No ano que passou, passaram pelas mãos de Clarkson 28 carros – o número diz respeito, naturalmente, apenas aos modelos ensaiados para o jornal. Desses, cinco impressionaram-no pela positiva e outros tantos deixaram-no tão agastado que Clarkson poupou nas estrelas. Se bem que, ao contrário do que aconteceu em 2017, nesta última eleição não houve nenhum modelo a ser corrido com zero estrelas.

Sem surpresas, entre os melhores não há nenhum eléctrico – Clarkson tem uma assumida aversão por este tipo de propostas – e são todos automóveis muito potentes e… pouco acessíveis. Curiosamente, a maior parte dos piores (na opinião dele) até corresponde a modelos baratos. Encontra os que o deixaram com um sorriso nos lábios na galeria acima e os que o levaram a franzir o sobrolho na galeria abaixo.

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