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Hospitais vão receber primeiros medicamentos derivados de plasma português

Os hospitais vão receber no início deste ano os primeiros fármacos derivados do plasma português. A medida insere-se numa estratégia de fazer o máximo aproveitamento das dádivas benévolas de sangue.

Os hospitais vão receber, no início deste ano, os primeiros medicamentos derivados do plasma pela primeira vez

STR

Autor
  • Agência Lusa

Os hospitais vão receber, no início deste ano, os primeiros medicamentos derivados do plasma, resultante das dádivas benévolas de sangue colhidas em Portugal, anunciou esta quinta-feira o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST). “Pela primeira vez, em Portugal, vamos ter medicamentos derivados do plasma obtidos a partir de plasma colhido em Portugal”, disse à agência Lusa o presidente do IPST, João Paulo Almeida e Sousa.

A medida insere-se numa estratégia do instituto de fazer “o máximo aproveitamento para o país das dádivas benévolas de sangue” e é a conclusão da primeira fase do Plano Estratégico Nacional de Fracionamento do Plasma, com a utilização de 30 mil litros de plasma, colhidos na rede do IPST, explicou João Paulo Almeida e Sousa.

“É o epílogo de um longo caminho que, durante anos, se trilhou e que, finalmente, foi possível concluir, depois do lançamento de um concurso de diálogo concorrencial, inédito no nosso país”, sublinhou.

O aproveitamento para a produção dos medicamentos derivados do plasma de maior consumo nacional — albumina humana, imunoglobulina humana e fator VIII — representa cerca de dois milhões de euros neste primeiro lote.

Segundo o presidente do IPST, este fornecimento de medicamentos derivados do plasma representa “ganhos económicos”, com a redução da dependência externa e a diminuição da importação, mas também um “retorno importante que é, em termos morais e éticos”, respeitar “a dádiva benévola e altruísta e não remunerada dos portugueses”.

Por outro lado, apontou, “é um contributo para a suficiência nacional em alguns derivados do plasma, além da utilização do plasma para transfusão” no qual Portugal é autossuficiente.

João Paulo Almeida e Sousa explicou que os medicamentos agora obtidos “não satisfazem as necessidades universais do país”, porque Portugal não tem escala, “em termos de volume de colheitas a nível nacional, que permita vir a extrair todos os medicamentos derivados do plasma”.

Relativamente ao consumo nacional e no que respeita aos três medicamentos que foram obtidos neste procedimento concursal, a albumina corresponde a cerca de 35% do consumo nacional, o fator oito a cerca de 25% e a imunoglobulina humana a cerca de 20% do consumo nacional, sustentou. “De qualquer forma, é um contributo importante porque estamos a conseguir pela primeira vez medicamentos derivados do plasma que eram importados na totalidade”, frisou.

O presidente do IPST adiantou que o instituto irá agora avançar para uma segunda fase do Plano Estratégico Nacional de Fracionamento do Plasma, que vai implicar um novo concurso a realizar durante este ano em que entrará, além do plasma do instituto, o plasma dos hospitais. “No primeiro concurso foram para fracionamento 30 mil litros de plasma do IPST e no próximo concurso esperamos ter 50 mil litros do instituto e dos hospitais”, disse João Paulo Almeida e Sousa.

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