Tribunais

Julgamento dos três ex-seguranças da discoteca Urban Beach marcado para fevereiro

A primeira sessão de julgamento dos 3 ex-seguranças acusados de tentativa de homicídio junto à discoteca Urban Beach está marcada para 5 de fevereiro. A continuação será a 12 e 19 de fevereiro.

Os dois ofendidos, que se constituíram assistentes no processo, reclamam, cada um, 50 mil euros dos arguidos

António Pedro Santos/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O início do julgamento dos três ex-seguranças acusados de tentativa de homicídio de dois homens agredidos com violência junto à discoteca Urban Beach, em Lisboa, em novembro de 2017, está marcado para 5 de fevereiro.

A primeira sessão ficou agendada para as 9h15 de 5 de fevereiro, com continuação a 12 e 19 de fevereiro, em ambas as datas pelas 10h30, disse esta quinta-feira à agência Lusa a advogada das vítimas, Linda Alagoinha.

Os três ex-funcionários da empresa que prestava serviço de segurança na discoteca requereram a abertura de instrução, mas, em 21 de novembro do ano passado, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa pronunciou (decidiu levar a julgamento) os arguidos “nos exatos termos” da acusação do Ministério Público (MP).

Os dois ofendidos, que se constituíram assistentes no processo, reclamam, cada um, 50 mil euros dos arguidos.

Segundo o despacho de acusação do MP, a que a Lusa teve acesso, os três homens, com 31, 38 e 40 anos, funcionários de uma empresa de segurança, prestavam serviço na discoteca Urban Beach, no Cais da Viscondessa.

Pelas 6h30 de 1 de novembro de 2017, os arguidos estavam de serviço quando foram informados da presença de um grupo de quatro pessoas, do qual faziam parte os dois ofendidos. Foi-lhes transmitido que esse grupo estaria a provocar clientes que se encontravam a na rulote de comes e bebes, localizada na mesma zona da discoteca.

Os três arguidos, juntamente com o homem que lhes passou a informação, dirigiram-se às rulotes de comes e bebes.

Chegados ao local, confrontaram os ofendidos, “nomeadamente com o facto de ali se encontrarem a assaltar pessoas”, e um dos arguidos, “súbita e inesperadamente, desferiu um soco na parte frontal do rosto” de uma das vítimas que “a fez cair por terra”, descreve a acusação.

Com a vítima no chão, “o mesmo arguido retirou do bolso uma navalha e desferiu um golpe na coxa direita”.

De seguida, correu atrás de um menor, de 15 anos, “com o propósito de o agredir” com a faca, mas o adolescente conseguiu fugir, pelo que o segurança “centrou novamente a sua atenção” no outro jovem, que entretanto se levantara do solo, e agrediu-o na cabeça.

Um dos outros arguidos “aproximou-se também daquele ofendido, contornou-o pelas costas e desferiu-lhe um pontapé na parte de trás da cabeça”.

Esta vítima, “em grande sofrimento face à violência dos golpes que lhe foram infligidos”, conseguiu levantar-se. Um segundo ofendido tentou levantá-lo, com a ajuda do terceiro arguido, que, entretanto, se aproximou deles.

Porém, nesse momento, o terceiro arguido também cometeu agressões, tendo inclusivamente saltado “a pés juntos para cima da cabeça” de um dos jovens.

Os dois ofendidos deram entrada nas urgências do Hospital de São José, em Lisboa, com vários traumatismos, lesões e fraturas.

Um dos arguidos encontra-se em prisão preventiva ao abrigo do processo do grupo de motociclistas “Hells Angels”, enquanto os outros dois estão em liberdade, mas com proibição de contactos com os ofendidos e coarguidos, e do exercício da atividade de segurança privada.

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