Jaguar

Jaguar Land Rover pode despedir mais 5.000 em 2019

Ainda sem Brexit, a indústria automóvel britânica avança rumo ao precipício. Um dos maiores fabricantes locais, a Jaguar Land Rover, admite um corte de mais 5.000 postos de trabalho em 2019.

Que vai haver despedimentos na Jaguar Land Rover (JLR) é já uma garantia, restando conhecer o número específico de trabalhadores que vão para o desemprego. Mas, numa entrevista ao Financial Times, foi afirmado que o valor poderá rondar os 5.000, com o construtor, responsável pelas duas marcas inglesas, a sentir necessidade de adaptar a produção à procura.

O corte agora anunciado vem no seguimento de outro, neste caso de 1.000 trabalhadores na fábrica de Solihull, onde nascem os Land Rover Discovery e os Range Rover, o que confirma que a quebra nas vendas não é nova e deriva de uma contínua redução na procura, por parte dos clientes.

A justificação para a redução da produção e consequente adaptação da força de trabalho deve ser procurada, segundo o fabricante, na diminuição das vendas na China, onde o segmento em que os seus veículos estão inseridos caiu cerca de 46%, com os condutores chineses a privilegiarem cada vez mais veículos eléctricos ou híbridos plug-in.

Mas Robin Zhu, um analista da Bernstein em Hong-Kong, tem outra explicação:

A JLR tem vindo a ser mal gerida nos últimos anos, com incremento de custos, produtos pouco adaptados ao mercado e apostas arriscadas que custaram milhões. Isto, além de uma total falta de responsabilização dos cargos directivos.”

A JLR já recorreu à Boston Consulting Group para delinear um programa de recuperação da firma, destinado a poupar 2,5 mil milhões de libras (cerca de 2,7 mil milhões de euros) nos próximos dois anos, o que inclui cortes de 1.000 milhões de libras nos custos, passando necessariamente por uma redução do número de modelos. Incluindo o desaparecimento de modelos como o Jaguar XE, cujas vendas não impressionam a administração.

Paralelamente, o CEO da JLR, Ralf Speth, tem avisado continuamente Theresa May, líder do Governo britânico, que um “mau Brexit” pode ter consequências terríveis para a indústria. Isto explica em parte as decisões já tomadas pela JLR, que montou uma nova fábrica na Eslováquia, em Nitra, onde não só evita as consequências do Brexit, como usufrui ainda dos menores custos da mão-de-obra. E ameaça proceder da mesma forma em relação ao mercado americano, passando a produzir do lado de lá do Atlântico.

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