Os problemas com os travões dos Porsche Panamera e Panamera Sport Turismo, nas versões híbridas, tanto na menos potente (4 E-Hybrid) como na mais potente (Turbo S E-Hybrid), tornaram-se públicos quando a entidade de segurança rodoviária dos EUA (National Highway Traffic Safety Administration, NHTSA) anunciou isso mesmo no seu último ‘Recall Summary’.

Ao contrário da legislação europeia, substancialmente mais permissiva, as regras americanas obrigam todos os fabricantes a informar imediatamente a NHTSA, avançando com o problema, a sua resolução, bem como as datas em que essa reparação será efectuada. O organismo publica depois uma listagem de todas as chamadas às oficinas (recalls), para que os consumidores estejam informados.

Ao que parece, uma série de veículos estão equipados com tubos de travão cujo material não está à altura de lidar com o óleo de travões, bastante corrosivo. A tubagem, constantemente sujeita a grandes pressões, fica rapidamente fragilizada pela corrosão, podendo abrir pequenas fissuras ou rasgar por completo, deixando os Porsche sem travões. A situação pode atacar duas das rodas ou as quatro, mas provocará sempre alguns calafrios, no mínimo, especialmente em carros de grande potência.

Os Panamera e Panamera Sport Turismo visados no recall terão sido sido fabricados na segunda metade de 2017, com a NHTSA a informar que, tanto quanto sabe, o número de unidades comercializadas nos EUA é de 112 veículos. Todos são construídos na mesma fábrica, na Alemanha, de onde são exportados para o resto do mundo. E foi exactamente nessa linha de produção que, a 8 de Outubro, se descobriram tubos de travão com sinais de corrosão.

A 12 de Novembro o assunto foi discutido com o Product Safety Committee da Porsche, que a 21 do mesmo mês decidiu avançar para um recall voluntário. A chamada às oficinas, contudo, só vai avançar a 27 de Janeiro, ou seja, mais de três meses e meio desde que esta falha de segurança foi descoberta. Não sabemos se, além das unidades comercializadas no mercado americano, há outras com o mesmo problema nos restantes mercados onde a marca alemã tem representação.