Na sessão bolsista mais difícil desta que foi uma semana para esquecer, a Apple chegou a registar uma desvalorização maior do que toda a capitalização bolsista de outro gigante, o Facebook. Tudo porque a “empresa da maçã” fez um aviso na história recente da empresa: informou os investidores de que as receitas do decisivo trimestre de Natal seriam menores do que o previsto (84 mil milhões de dólares em vendas, contra as expectativas de 91 mil milhões), sobretudo fruto de uma desaceleração de intensidade “imprevista” na China. Na sexta-feira, a ação recuperou algum do “terreno” perdido, na bolsa, em parte graças ao facto de vários analistas terem aproveitado para fazer um ponto de situação sobre os produtos que aí vêm, em 2019. Além dos novos iPhone e os novos Apple Watch, a empresa prepara uma nova edição do iPad Mini e uma novidade: uma gama de auscultadores de marca Apple.

A Apple já é proprietária da Beats, a empresa que produz os auscultadores com o mesmo nome e que foi comprada pela Apple em 2014. Mas, segundo a Business Insider, que cita um analista normalmente bem informado chamado Ming-Chi Kuo (da TF International Securities), está na calha o anúncio de uma gama de auscultadores “over ear“, com qualidade de som “de estúdio” e cancelamento de ruído. A confirmar-se, esta seria a entrada da Apple num mercado que, além da Beats, é dominado pela marca japonesa Sony e pela norte-americana Bose.

Também na área do som, a Apple já adiantou que vai lançar uma nova versão dos seus auriculares AirPods, com capacidade para carregamento sem fios da bateria. Essa nova edição dos AirPods, que deverá ser mais cara do que os que são vendidos atualmente, também podem trazer outras potencialidades como sistema de cancelamento de ruído e resistência à agua.

Por falar em carregamento sem fios, talvez seja em 2019 que a Apple lança um produto que antecipou quando lançou o iPhone X (2017) mas que acabou por nunca aparecer: o AirPower. A Apple nunca deu sequência ao anúncio feito em setembro de 2017 de que aí viria um carregador sem fios para carregar não só os iPhone mais modernos como os AirPods ou os Apple Watch — e nunca houve uma explicação sobre porque é que o equipamento nunca viu a luz do dia. Rumores apontaram para problemas de sobreaquecimento, mas nunca houve confirmação.

A Business Insider especula que em 2019 o AirPower poderá, finalmente, ser lançado. Além disso, é expectável que a Apple decida lançar capas protetoras para as versões mais recentes dos iPhone que aumentam a autonomia do aparelho.

A “empresa da maçã” deverá, é claro, também apresentar as novas edições dos Apple Watch (mas pouco se sabe sobre que novidades poderão vir neste campo) e do produto mais rentável, o iPhone: fala-se em mais três smartphones, com chassis iguais aos últimos modelos. Há rumores, porém, de que um dos modelos a anunciar em setembro terá três lentes de câmera fotográfica na traseira e um novo tipo de sensor que consegue perceber a que distância estão as pessoas ou outros objetos que se queira fotografar.

Outra novidade que o analista da TF International Securities previu, já em outubro, é a produção de um novo iPad Mini, o tablet de ecrã de menor dimensão — oito polegadas — que foi atualizado pela última vez em 2015 (nessa altura com o fabrico da segunda edição dos tablets mais pequenos do que os iPad convencionais). Nos últimos anos, porém, à medida que os iPhone ganharam dimensões cada vez maiores, os iPad Mini pareceram um conceito esquecido — mas a Apple parece disposta a fazer uma nova investida neste segmento.

Além das atualizações dos MacBooks e iMac, a Apple deverá, também, lançar finalmente o Mac Pro, um computador modular feito a pensar em quem trabalha em edição de vídeo e noutras atividades com grande exigência de processador e grafismo.