O novo responsável pelo design da Mazda na Europa, Jo Stenuit, fez saber que a sua marca não vai seguir a prática de muitos concorrentes, concebendo automóveis como se fossem bonecas russas, todas iguais entre si, diferindo apenas na dimensão. Garante ainda que cada modelo será concebido mantendo um certo ar de família, mas nunca a ponto de criar confusão entre as gamas, ao dotá-los com detalhes que os tornam únicos.

É certo que há no mercado fabricantes que parecem produzir carros a metro, como se fossem salsichas, tornando até difícil saber se estamos perante um veículo do segmento D ou E, pois tudo se resume a uma questão de centímetros. E exemplos não faltam, de anteriores gerações dos A4 e A6 da Audi aos Mercedes Classe C e Classe E, passando pelos BMW Série 3 e Série 5.

Mas não é apenas na questão das salsichas, ou das matrioskas, que a Mazda se tenta diferenciar. Também ao contrário dos seus concorrentes, todos eles a apostar fortemente nos modelos eléctricos e nos electrificados – híbridos e híbridos plug-in -, a Mazda continua a defender o futuro dos motores a combustão. Nomeadamente com o Skyactiv-X, um motor a gasolina que também funciona como se fosse a gasóleo, com explosão por ignição mas igualmente por compressão, prometendo um ganho em eficiência de 30%.

Também o motor rotativo, como o que montava o Mazda RX8, não foi abandonado, apesar de o fabricante japonês admitir que a sua utilização ao serviço de um veículo exclusivamente com motor de combustão não fará sentido. Mas já o mesmo não acontece em relação à possibilidade da unidade rotativa ser usada como gerador de energia, produzindo electricidade a bordo para modelos híbridos ou com extensor de autonomia.

Contudo, nenhum destes projectos coloca em causa o veículo eléctrico – o primeiro da Mazda – que os técnicos japoneses estão igualmente a preparar e que se espera que chegue ao mercado em 2020.